Insulina
Insulina: o Hormônio Polêmico
A ciência da
musculação é uma ciência um tanto quanto imprecisa, pois, no final da
década de 90, se propagava tudo de melhor sobre o hormônio insulina. Em
congressos e nas academias se via muito falar sobre o uso de shakes com
carboidratos de alto índice glicêmico antes, durante e pós-treino. Até
se recomendava que se usasse coisas doces para melhor absorção de
shakes, aminoácidos, creatinas etc.
Mas de um tempo para cá, com
as novas descobertas de novos suplementos mais caros que a maltodextrina
e a dextrose, estes então viraram vilões, e as mesmas pessoas que
defendiam seu uso passaram a colocá-los como o mal do século, o pior de
todos os suplementos.
Afinal, o que há de verdade em tudo isso?
Se a insulina é tão ruim assim, por que atletas fazem uso deste
hormônio? Vamos tentar esclarecer algumas duvidas e falar a verdade, sem
interesses em vender suplementos e nem divulgar nenhuma marca de
suplementos, pois, o intuito é esclarecer!!!!
Produzida pelo
pâncreas, a insulina é um hormônio responsável pelo transporte de
glicose para as células do organismo. É essencial no consumo e
transporte de carboidratos, na síntese de proteínas e no armazenamento
de lipídios (gorduras).
Esse hormônio faz com que as células do
corpo peguem a glicose do sangue (incluindo fígado, músculos e células
do tecido adiposo) e causem a hipoglicemia, armazenando-a como
glicogênio no fígado e nos músculos. Esse processo reduz o uso das
gorduras como fonte de energia.
Quando a insulina não está
presente, ou esta baixa, a glicose não é absorvida pela maioria das
células do corpo. Aí há uma mobilização das gorduras como fonte de
energia (transferência de lipídios do tecido adiposo para o fígado como
uma fonte de energia). Logo, a insulina inibe a mobilização da gordura
como fonte de energia e mantém os estoques de gordura corporal.
Agora
você deve estar pensando: "então a liberação de insulina é um mal?".
Vamos ver agora o lado bom deste hormônio. Quando executamos um treino
pesado de musculação, há uma queda da glicemia, e se acaso você ingerir
aquele whey mega ultra hidrolisado, que lhe custou a metade da mesada do
mês ou do seu salário, sabe o que vai acontecer?
Ele vai ser
transformado pelo seu organismo em glicose, ou seja,vai ser o
carboidrato mais caro que você já ingeriu em sua vida! Mas se eu ingerir
minha whey mega ultra hidrolisada com carboidratos ela não vai me
engordar? Eu não vou perder meu whey? Quem disse isso? Normalmente um
vendedor de loja de suplementos que quer te empurrar um suplemento que
custa mais 200,00 para você tomar junto com seu whey! O que há de
verdade em tudo isso?
Agora eu te pergunto, qual é seu objetivo?
Você quer anabolismo ou lipólise? Sabemos que o treino ajuda na
liberação do hormônio GH, e se você faz subir a insulina, o GH baixa.
Mas agora eu pergunto: será que a quantidade de GH que será liberada vai
valer a pena se você estiver buscando anabolismo?
A insulina,
além de normalizar sua glicemia (para você não fazer aquele whey caro
virar carboidrato) aumenta o transporte de aminoácidos para dentro das
células musculares, promovendo assim o anabolismo. Também previne a
quebra de proteínas intramusculares (evitando o catabolismo).
O que fazer então para usar a insulina como aliado?
Uma
vez que estamos mantendo carboidratos baixos, os níveis de insulina
também serão baixos. Aí é onde entra o carb-up. Uma vez por semana você
deve carregar em carboidratos e deixar que os níveis de insulina
aumentem. A insulina vai gerar um pool de aminoácidos no tecido
muscular, e também carregamos o nosso estoque de glicogênio muscular
durante este tempo.
Nossos músculos estão cheios de glicogênio.
Eles enchem e esvaziam conforme o treino e a dieta. Então, quando nós
comemos carboidratos em excesso, os músculos ficam saturados, e o que
sobra de glicogênio é então armazenado no fígado. Qualquer excesso é
convertido em triglicérides e armazenado como gordura.
Glicogênio
muscular significa melhor desempenho na academia. Então fazemos a tal da
recarga até o final do nosso período de baixo carboidrato e teremos uma
vez mais esvaziados os músculos e podemos repetir o ciclo novamente
para maximizar todos os efeitos anabólicos.
Insulina x Glucagon
Quando
a concentração de insulina cai, a de glucagon se eleva, ou seja, quando
os níveis de glicose no sangue são baixos, o glucagon entra em cena.
Ocorre que o glucagon é um hormônio catabólico que irá quebrar tecido
para fornecer energia que o corpo necessita para se manter.
Para
praticantes de dietas de baixo carboidrato, o glucagon pode ser um
poderoso aliado. Sua função principal é promover a degradação de glicose
restante e de gordura para fornecimento de energia. Acontece que como a
glicose será baixa e praticantes de dieta usam gordura como combustível
primário, o glucagon é um importante aliado para mobilizar essa gordura
dos tecidos subcutâneos e literalmente queimá-los como fonte de
energia.
Então fica a dica: se você estiver em uma dieta em que
haja a ingestão de carboidratos durante o dia, use os carboidratos de
baixo índice glicêmico durante o dia para evitar picos de insulina, e no
pós-treino, se seu objetivo for anabolismo, use um carboidrato mais
gradual como a waxy maize, pois este vai liberar sua insulina
gradualmente. Fica a dica.
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