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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Como Fazer Aeróbico em Jejum - AEJ 

 

Como Fazer Aeróbico em Jejum - AEJAeróbico em Jejum Virou Moda

Deixou de ser tabu o treinamento aeróbico em jejum. A cada dia aumenta o número de praticantes de musculação que adotam essa prática para queimar gorduras de modo mais rápido e eficiente. Já podemos
até afirmar que está se tornando prática comum, que já ganhou o nome popular de AEJ (aeróbico em jejum). Quem acompanha o FISI com frequência já deve ter lido algumas matérias sobre esse tipo de prática. Diversos colaboradores já se manifestaram sobre o AEJ no FISI: Mesmo tendo se popularizado o aeróbico em jejum como uma das melhores estratégias para se queimar gordura, não se pode esquecer que se trata de um treinamento hardcore, agressivo ao organismo, e que só deve ser realizado por praticantes de musculação que já tenham bom condicionamento físico. Pessoas sedentárias não devem se aventurar nesse tipo de treinamento.

Antes de realizar AEJ, assegure-se que seus hábitos alimentares estão adequados para as necessidades de seu corpo e que o seu repouso noturno está sendo suficiente para a completa recuperação muscular e cerebral. Firmadas essas premissas, vamos definir as melhores práticas para o aeróbico em jejum, afinal, lemos muitas matérias sobre ele, mas poucas que orientam como fazê-lo corretamente.

1. Faça o AEJ ao Acordar, Como Primeira Atividade do Dia

O aeróbico em jejum deve ser realizado logo após o despertar matinal. Não realize nenhuma outra atividade demorada ou fisicamente desgastante antes do aeróbico em jejum. O atraso após o despertar deve ser apenas o necessário para a suplementação (explicada abaixo) e tempo para chegar à academia.

2. Use a Esteira da sua Academia

Não corra em jejum na rua, em parques, etc. Prefira a esteira de sua academia, onde há supervisão de profissionais de educação física. O risco de crise de hipoglicemia é real e pode atingir até praticantes de musculação experientes. Certamente ninguém quer desmaiar no meio da rua.

3. Intensidade Moderada

Não abuse. O aeróbico em jejum não deve ser praticado com a intenção de se melhorar a capacidade cardiorespiratória ou desempenho na corrida. A intenção primordial é queimar gordura. Tenha isso em mente. O exercício deve ser agradável, corra de leve, trotando mesmo.

Esqueça freqüências cardíacas ideais, difíceis de se medir na prática diária. Paute-se pela sensação de treinamento, que só você tem. Sinta prazer na corrida, sem ficar esbaforido, tampouco sem ficar em zona de conforto (caminhada). Isso é intensidade moderada, e cada indivíduo tem o seu grau de moderação, que é subjetivo.

4. Adapte-se Gradativamente

Quem nunca realizou aeróbico em jejum deve ser ainda mais prudente. Comece com 20 minutos e vá acrescentando 5 minutos a cada novo treino, até o limite máximo de 45 minutos.

5. Pratique Esporadicamente
Não treine em jejum por mais de 3 vezes na semana e não faça por mais de 2 meses seguidos. Após atingir uma meta de percentual de gordura, deixe de fazer o AEJ, que é uma prática agressiva.

6. Beba Água

Beba água antes de correr, durante a corrida (leve uma garrafinha), e depois de treinar. Não se preocupe com quantidades, apenas beba bastante água, que é essencial para o metabolismo, e para o seu objetivo principal, que é queimar as gorduras.

7. Mantenha a Dieta

No dia em que se realiza o aeróbico em jejum, o estômago parece estar furado. A sensação de fome será constante o dia inteiro, mesmo poucos minutos após as refeições. Não ceda à essa falseada indicação de falta de nutrientes. Siga a dieta normal.

8. Música

Correr muito tempo na esteira pode ser uma tarefa bem enfadonha. Invista num bom fone de ouvido com bluetooth e use seu smartphone para armazenar músicas agitadas de sua preferência.

9. Maximize os Resultados com Cafeína, Vitamina C e Aminoácidos

Os efeitos termogênicos do aeróbico em jejum podem ser maximizados com a ingestão de cafeína, vitamina C e aminoácidos. Na realidade, neste caso, teremos um semi-jejum, mas que é muito mais eficiente. A cafeína aumenta a queima de gordura, a vitamina C reduz o catabolismo e os aminoácidos preservam a massa magra (músculos).

O ambiente metabólico criado pela ingestão desses elementos irá assegurar ao máximo que o corpo se valha da gordura como fonte de energia, preservando a musculatura. A ordem é secar as banhas! Tome:
  • 200 ml de café sem açúcar (ou 200 mg de cafeína por suplemento de sua preferência)
  • 500 mg de vitamina C
  • 4 colheres de sopa de aminácido líquido (sem carboidratos, como o Amino Liquid 38000 da Nutrilatina e Liquid Super Amino 23000 da Dymatize)
  • BCAAs (opcional para reforçar o efeito anticatabólico)
Conclusão

A técnica do AEJ é comum entre fisiculturistas e também pode ser adotada por praticantes que musculação que desejam ficar saradões, com baixo percentual de gordura no corpo. No entanto, por ser um treino hardcore, agressivo, deve ser realizado com prudência, seguindo as dicas de segurança e de maximização dos resultados.
 

 

Por Redação FISIculturismo

domingo, 17 de novembro de 2013

Batata Doce - o Carboidrato do Atleta

 

Batata Doce - o Carboidrato do AtletaSem dúvida, a batata doce é um dos alimentos fonte de carboidratos prediletos dos praticantes de musculação, especialmente, dos culturistas. Está sempre presente no cardápio da maioria dos campeões, principalmente na fase mais específica da preparação, a pre-contest. Particularmente, tenho utilizado com grande freqüência este tubérculo na dieta dos atletas sob minha supervisão, e os resultados são sempre muito expressivos.

A batata doce (Ipomoea batatas) é a raiz de uma planta rasteira, nativa do continente americano, que cresce sem exigir cuidados especiais para o cultivo. Embora seja menos consumida que a batata inglesa, ela é muito apreciada no norte e nordeste do Brasil. Com toda a probabilidade é a América Central a terra de origem da batata-doce, que pertence à família das Convolvuláceas.

É cultivada em 111 países, sendo que aproximadamente 90% da produção é obtida na Ásia, apenas 5% na África e 5% no restante do mundo. Apenas 2% da produção está em países industrializados como os Estados Unidos e Japão. A China é o país que mais produz, com 100 milhões de toneladas. Pode ser cultivada em locais de climas diversos, como o das Cordilheiras dos Andes; em regiões de clima tropical, como o da Amazônia; temperado, como no do Rio Grande do Sul e até desértico, como o da costa do Pacífico.

Além de constituir alimento humano de bom conteúdo nutricional, principalmente como fonte energética, a batata-doce tem grande importância na alimentação animal e na produção industrial de farinha, amido e álcool. É considerada uma cultura rústica, pois apresenta grande resistência a pragas, pouca resposta à aplicação de fertilizantes, e cresce em solos pobres e degradados. Em termos de volume de produção mundial, a cultura ocupa o sétimo lugar, mas é a décima quinta em valor da produção, o que indica ser universalmente uma cultura de baixo custo de produção.

No Brasil, há quatro tipos de batata doce, que são classificados de acordo com a cor da polpa: batata-branca, também conhecida como angola ou terra-nova, que tem a polpa bem seca e não muito doce; batata-amarela, parecida com a anterior, mas de sabor mais doce; batata-roxa, com casca e polpa dessa cor, é a mais apreciada por seu sabor e aroma agradáveis, sendo ótima para o preparo de doces; e, batata-doce-avermelhada, conhecida no nordeste do Brasil como coração-magoado, tem casca parda e polpa amarela com veios roxos ou avermelhados.

O grande sucesso da batata doce em uma dieta é devido em grande parte a seu índice glicêmico. Este índice reflete o impacto promovido pelo carboidrato ingerido nos níveis sangüíneos de glicose, sendo que quanto mais baixo, melhor (exceto em algumas situações específicas, tal como imediatamente após um treinamento). Em relação à glicose, o índice glicêmico da batata doce é 44, o que pode ser considerado baixo comparando-se com o arroz branco (64) ou com o pão branco (71). Isto a torna ideal para ser consumida como fonte de carboidratos durante o dia, e principalmente, entre 1 e 2 horas antes de uma sessão de treinamento com pesos.

Além do índice glicêmico favorável, esse alimento possui alta taxa de vitamina A (sobre tudo a amarela e a roxa), vitaminas do complexo B e alguns sais minerais, como cálcio, ferro, potássio, fósforo e um pouco de vitamina C. Suas folhas também são bem nutritivas e podem ser preparadas como qualquer outra verdura de folha.

Muitas pessoas ainda confundem a batata doce com a inglesa, crendo que os valores nutricionais são semelhantes. Apesar de haver entre os dois tubérculos uma perfeita concordância no que diz respeito ao teor em substâncias nutritivas, calorias e água, existe grande diferença quanto ao índice glicêmico (a batata inglesa possui um IG muito maior). As batatas-doces também são mais ricas em ferro e possuem 5 vezes mais cálcio. Isto tem uma importância especial para cobrir determinadas necessidades dietéticas. Outro caso é o teor em vitaminas. A batata-doce é muitíssimo mais rica em vitamina A do que a batata inglesa, tendo um alto valor dietético nas doenças causadas por avitaminose A, além de possuir mais fibras.

No período pre-contest, qualquer erro pode significar o insucesso do atleta, portanto a dieta deve ser precisa como um relógio suíço. Procuramos trabalhar com a menor variedade de alimentos possível, visto que dessa forma os eventuais ajustes podem ser realizados com maior facilidade. Dentre esta pequena variedade, preferimos sempre a batata doce como principal fonte de carboidratos da dieta e com o peito de frango como principal fonte protéica. Além de não ser necessária a inclusão de qualquer tempero durante o preparo (que necessita apenas de água fervendo e nenhuma habilidade do cozinheiro), é fácil ajustar as quantidades a serem consumidas.

A batata-doce fornece em média para cada cem gramas: 116 calorias, 1,16 gramas de proteínas, 30,10 gramas de carboidratos e 0,32 gramas de lipídios.

Vale ressaltar que a inclusão da batata doce na dieta do praticante de atividade física ou atleta em quantidades apropriadas, assim como de qualquer outro alimento, depende de uma enormidade de fatores, que só o profissional habilitado pode avaliar. A dieta deve possuir o adequado equilíbrio entre os nutrientes, pois de nada adianta utilizarmos uma ótima fonte de carboidratos, se os demais nutrientes da dieta não estiverem presentes com a mesma harmonia. Consulte sempre seu nutricion
ista!

 

Por Rodolfo Peres 

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Passei Mal Durante o Treino, o que Aconteceu? 

 

Passei Mal Durante o Treino, o que Aconteceu? Isso é comum acontecer. Se você pratica um esporte muito extenuante ou de alta intensidade já deve estar familiarizado com isso. Basicamente existem três fatores que podem causar certo desconforto, são eles:

Queda na Pressão Arterial

Durante o exercício físico as células musculares necessitam de maior quantidade de oxigênio, às vezes o coração não dá conta de bombear sangue suficiente para oxigenar as musculaturas. Em decorrência do exercício, alguns vasos sanguíneos são dilatados em um momento no qual o corpo necessita de mais sangue, a união desses fatores causa a queda na pressão arterial. Esta por sua vez pode ser verificada pelo aumento da freqüência cardíaca, na tentativa de alimentar a pressão arterial.

Vale lembrar também que, durante os exercícios físicos há predileção do sangue para os músculos, muitas vezes privando órgãos nobres, como o cérebro, de sangue; gerando também mal estar.

Enjôo pelo Excesso de Lactato

Isso acontece mais em atividades de maior volume ou que tenha muita massa muscular envolvida. Durante o exercício o músculo produz um ácido que chamamos de lactato, esse ácido é levado para o fígado onde, por processos químicos, volta a ser glicose e pode ser utilizado como fonte de energia. Mas se a produção de ácido for muito alta, acaba sobrecarregando o fígado e modificando o pH sanguíneo momentaneamente, causando enjôo e até vômito. Esse processo é normal e treinável; com os treinos o fígado se adapta e melhora seu condicionamento.

Hipoglicemia

Em maior número dentro das academias, geralmente por má alimentação ou treinos pesados. Ocorre pela baixa de glicose sanguínea ou sobra de insulina. Se você costuma comer doces antes de treinar ou passar várias horas sem comer antes dos exercícios físicos é um forte candidato a ter hipoglicemia. É facilmente notada pela tontura, às vezes dor de cabeça, sono e até escurecimento da visão, sendo das três a mais perigosa. Pode, em casos mais extremos, levar a alucinações, convulsões e até a morte.

De maneira geral, se você se sentiu mal durante o treino fale com seu professor, nada de se trancar no banheiro. Esses são sintomas simples que podem ser facilmente verificados. Mas muitos outros problemas bem mais graves podem ocorrer, portanto, esteja atento ao seu organismo respeitando seus limites.

É importante lembrar que estas são causas de mal estar advindas de exercícios físicos. Porém, existem inúmeras causas outras que podem ser desencadeadas por exercícios em pessoas com patologias prévias: cardíacas, endócrinas, respiratórias, sistema nervoso central e etc. Se os sintomas persistirem um médico deverá ser consultado.

Os médicos indicam uma vista ao seu consultório a cada seis meses, como precaução.

 Por Anderson Luiz da Silva

 

sábado, 19 de outubro de 2013

Mulheres: Stanozolol e Oxandrolona! Combinação Perfeita? 

 

Mulheres: Stanozolol e Oxandrolona! Combinação Perfeita?

Eu sempre fui curiosa e sendo assim sempre busquei me informar sobre assuntos relevantes. E quando este mundo do fisiculturismo passou a fazer parte da minha vida não foi muito diferente, peraí, deixa explicar, não que eu seja uma atleta e muito menos uma viciada em dietas e treino pesado, mas faz parte do meu trabalho estar informada sobre os assuntos que cercam este mundo, devido a isso vários temas foram aguçando minha curiosidade e fazendo com que eu buscasse sempre me informar e mais ainda, que quebrasse alguns falsos paradigmas que nunca existiram, mas que algum desinformado fez questão de publicar, mas se quer explicar.

Como toda mulher eu também admiro corpos perfeitos e tenho como meta transformar o meu corpo. Devido a isso adquiri hábitos de me informar sobre técnicas no treinamento, dietas, pude conhecer várias pessoas bacanas que entendem muito do assunto e também posso contar com as dicas do meu namorado que entende muito do assunto e que sempre me ajuda esclarecendo algumas perguntas bestas, mas quem melhor que ele para me responder? Alias o tema deste texto foi em grande parte esclarecido por ele e também com a ajuda de vários atletas e preparadores físicos.

Acredito que boa parte das mulheres que se preocupam em manter o corpo se inspiram nas musas Juju Salimeni, Sabrina Sato, Eva Andressa, Gracyane Barbosa e várias outras, o que não falta na mídia atual são exemplos de mulheres lindas, com corpos de parar o trânsito, algumas mais sequinhas, outras mais saradas, mas todas servindo diariamente de estímulo para milhares de mulheres.

Beleza, todas lindas, corpos perfeitos, mas a pergunta é: “Como adquirir um corpo tão perfeito?”, ou para quem não tem paciência a pergunta seria, “Como adquirir um corpo tão perfeito em um curto espaço de tempo?”.

Vamos combinar que seguir dieta é algo muito difícil para quem nunca foi regrado na vida e mais difícil ainda é seguir uma dieta com um objetivo específico, seja ele secar, definir, crescer, requer tempo para preparar, determinação para não furar e muita paciência, porque não sei se sou a única, mas cortar refrigerantes, chocolates e várias outras comidas deliciosas me deixa muito mal humorada!

Acredito que devido a isso tudo que citei acima algumas pessoas busquem por meios mais rápidos e eficazes na hora de iniciar um treinamento intenso e ver resultados rápidos. Eis que surgem os ciclos para as corajosas! O porquê do corajosas?

É simples, ou melhor, a explicação é simples, porque o ciclo é bem complexo e requer sim coragem, afinal você estará colocando substâncias desconhecidas dentro do seu corpo e terá que arcar com todas as mudanças que seu corpo apresentará e outra coisa, não pode pensar que só porque está ciclando poderá comer tudo que ver pela frente e achar que não irá engordar. Isso não existe! Se for ciclar atenção redobrada com alimentação, treinos e também suplementação.

Há algum tempo atrás em conversa com um amigo educador físico eu questionei ele sobre um ciclo para resultados rápidos, mas minha maior curiosidade era sobre os efeitos colaterais da combinação dos esteróides Stanozolol e Oxandrolona, de acordo com meu amigo “ciclo show”, associa com uma dieta bacana para secar, treino pesado e resultados em 3 meses! Que mara isso hein? Tudo que uma mulher sempre desejou, apenas 3 meses e pronto, vamos arrasar no verão? NEGATIVO!

Ele me deu uma aula muito bacana sobre isso, mas eu como sou curiosa ao extremo esperei pelo meu salvador da pátria e lá fui eu recorrer ao namorado de novo. Claro que para meu amigo não poderia fazer perguntas idiotas, então guardei as dúvidas para o namoradão, que me falou tudo sobre os efeitos colaterais da combinação, que não são poucas.

Primeiro ele me alertou para o fato de que um ciclo é muito pouco para resultados, claro que se você se dedicar muito você até nota sim uma diferença, mas não pense que vai trincar abdômen, pernas torneadas e já pode parar. Para isso você precisa de pelo menos 3 bons ciclos, ou seja, muitas mudanças no seu corpo em todos os sentidos.

Com certeza alguém questionou quando leu isso: “3 CICLOS?” Sim, 3 bons ciclos para que o resultado comece a ser o que deseja e claro que isso também significa um investimento, pois as substâncias não são baratas, então apelar para ciclos de esteróides é para quem realmente é determinado, quer resultados e não vá se preocupar com o quanto vai gastar!

Como funciona o ciclo?

Primeiramente como disse acima antes de iniciar qualquer ciclo você deve analisar todas as consequências, prós e contras e também sua determinação, pois os resultados não serão milagrosos caso não haja esforço da sua parte.

Ambas as substâncias podem ser encontradas em comprimidos, mas alguns profissionais recomendam que use a combinação Oxandrolona em comprimidos, uma vez que ela não é encontrada injetável e o Stanozolol que também é encontrado em comprimidos, mas que seja injetável, diminuindo um possível problema no fígado.

Diversas são as marcas para ambos e na própria internet você consegue adquirir, mais um alerta, a quantidade de substâncias falsas na internet é bem grande, então os cuidados devem ser redobrados, tendo em mente que você estará colocando algo desconhecido em ser corpo!

Uma dúvida frequente pelas mulheres é a mg a ser consumida da Oxandrolona, caso você consiga uma receita e mande manipular irão te questionar se você deseja de 10 ou 20 mg, o recomendado por alguns profissionais é que a mulher use 40mg por dia, tudo irá depender do profissional que estará te auxiliando neste processo.

No caso do Stanozolol injetável você poderá encontrar produtos de 20 ou 30 ml, lembrando que neste caso trata-se de um produto injetável, então se não tem conhecimento não tente fazer este procedimento sem auxílio para não fazer do seu sonho um pesadelo!

O indicado é que use 1 ml alternando os dias – segunda, quarta e sexta ou terça, quinta e sábado e assim sucessivamente –, em média um ciclo irá durar de 6 a 7 semanas e será necessário um intervalo para iniciar o próximo que será relativo, algumas pessoas optam por intervalos curtos e outras esperam até 6 meses para o próximo, independente do tempo deve-se manter a dieta e os treinos diários.

Uma dica é inserir em sua suplementação um multivitamínico, assim aproveitará melhor os esteroides.

Mas e os efeitos colaterais?

Eu sempre tenho em mente o que um amigo me disse uma vez e sempre dou este exemplo quando alguma amiga me pergunta sobre ciclos: “Carol, você não vai dormir e acordar igual à mulher conga!”, uau que motivante não? Ou seria aliviante? É, eu recebi esta resposta com um certo alívio.

São vários os efeitos colaterais, porém alguns não representam perigo eminente, como o aparecimento de espinhas, modificação na libido e em algumas pessoas dores de cabeça e sonolência. Mas é necessário que fique alerta aos efeitos nocivos, como a mudança na voz, aumento de pelos na face e no corpo, queda de cabelo, inchaço, alterações no ciclo menstrual e aumento do tamanho do clitóris. Apesar de incomum, poderão ocorrer problemas no fígado, então deve notar sinais como urina escura, fadiga, dores abdominais, vômitos e náuseas.

É necessário lembrar de que este texto não tem como objetivo incentivar o consumo de quaisquer substâncias e sim de informar. Aproveito para afirmar que o uso indevido de esteróides anabolizantes podem sim levar a óbito e que o uso deve ser acompanhado por profissionais

 

Por Carolina Machite 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

 Amaranto: Conheça este Poderoso Grão 

 

Amaranto: Conheça este Poderoso GrãoO amaranto é conhecido em vários países há muito tempo, porém, aqui no Brasil não faz muito tempo que começamos a escutar falar sobre esse grão altamente nutricional! As pesquisas realizadas com o amaranto começaram por volta de 1996 e a partir daí começou o seu cultivo no Brasil.



O grão é rico em proteína, possui aproximadamente 15% de proteínas com alto teor biológico (aquelas com todos os aminoácidos essenciais que o corpo não produz e por isso temos que ingerir). 

É fonte de cálcio biodisponível (isto é, que tem melhor absorção no organismo), o que não acontece com outros tipos de vegetais.

Além de ser fonte de fibras, zinco, fósforo e outros nutrientes. 

O alto teor de fibras presentes contribui para o bom funcionamento do intestino, além do controle de glicose, colesterol e de dar mais saciedade, o que ajuda no controle de peso.



Não contém glúten, sendo uma excelente opção para os celíacos (pessoas com intolerância ao glúten) ou pessoas com alergia ao glúten. Também é boa opção para vegetarianos, por ser rico em proteína.

Por ser nutritiva e rica em proteínas é excelente escolha para que pratica atividade física! Quase não tem gosto, o que é muito bom, pois a farinha pode ser usada em várias misturas sem comprometer o sabor das preparações.



Atualmente encontra-se para vender em lojas de produtos naturais e em alguns mercados. É comercializado em flocos naturais, semelhante aos flocos da aveia, pode ser consumido com frutas e iogurtes, como ingrediente para preparação de pães, bolos, doces, sopas, vitaminas ou até mesmo no seu shake pré ou pós treino.

Exemplos de receitas com amaranto:
  • Shake Nutritivo com Whey e Amaranto
  • Hambúrguer Caseiro de Patinho
  • Delícia de Iogurte com Frutas Vermelhas e Amaranto

                                                                                                                        Por Dra. Shalimar Diniz 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Açúcar no Shake Pós-Treino 

 

Açúcar no Shake Pós-Treino

Hoje em dia, uma grande parte da população está obesa, e a principal razão é o alto consumo de açúcar, que é facilmente encontrado em fastfoods, refrigerantes, doces, etc.

A razão para que o açúcar cause acúmulo de gordura decorre do fato de ser um carboidrato simples.


Isto quer dizer que ele é digerido facilmente e causa um rápido aumento nos níveis de açúcar no sangue. Após a ingestão desta substância, o nível de açúcar na corrente sanguínea aumenta rapidamente e o nosso corpo não gosta disto. A resposta do organismo para isto é liberar o hormônio insulina, que bombeia açúcar diretamente para o seu músculo e estoca o excesso como gordura.

Existem diferentes tipos de açúcar:
  • MONOSSACARÍDIO: Exemplos: Frutose, Glucose, Dextrose, Ribose e Galactose
  • DISSACARÍDEO: Exemplos: Lactose, Sucrose, Maltose e Trihalose.
  • POLISSACARÍDEO: Exemplos: Amido, Celulose e Glicogênio
O excesso de açúcar causa:
  • Resistência a insulina
  • Função imprópria do sistema endócrino
  • Função imprópria do sistema imunológico
  • Diabetes
  • Hiperatividade, seguido de tontura e falta de energia.
  • Contribui para doenças no coração
  • Obesidade
  • Problemas nos dentes
  • Deficiências em vitaminas e minerais
Benefícios do Açúcar para Fisiculturistas e Aspirantes

Depois de um treino pesado, o seu corpo começa a destruir tecido muscular e gorduras para transformar em energia. Devido ao desgaste do treino, o seu corpo usou todas as reservas de energia. Como você acaba de ler, a ingestão de açúcar força o corpo a bombeá-lo para dentro do músculo e somente o excesso vira gordura, como o seu corpo precisa desesperadamente de qualquer tipo de energia, utilizando açúcar no pós-treino fará com que você interrompa quase que imediatamente a quebra de tecido muscular, preservando massa muscular e colocando o corpo em um estado anabólico e não catabólico. Com pouquíssimas chances de acumular gordura. Somente neste momento é altamente produtivo causar este pico de insulina.


Ingerir uma mistura de açúcar de alto índice glicêmico com proteína tem mostrado ser ainda mais eficiente em causar um pico de insulina. Todos nós sabemos da importância da ingestão da proteína, mas agora você sabe que o açúcar também é, em seu shake pós-treino coloque sempre a mesma quantidade açúcar que proteína, ou mais!

Mas não exagere. Não comece a comer chocolate e pirulitos no pós-treino. Procure as formas mais saudáveis de açúcar como: dextrose, maltodextrina, açúcar mascavo. Estas, além de serem práticas, podem ser facilmente misturadas com pó proteico.

Lembrando que o que faz mal é o excesso, fazendo uso de açúcar no pós-treino dificilmente vai causar algum problema de saúde, como você viu é justamente o contrário.
 

Por Valdemir P. Bodybuilder

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O Uso da Cafeína como Recurso Ergogênico

 

http://cdn-estatico.fisiculturismo.com.br/forum/uploads/a3692cadf24dcc9b28f7458964321db4.jpgA cafeína é um dos recursos ergogênicos mais consumidos no mundo. Os seus consumidores buscam um menor grau de fadiga e melhoria na performance. Embora não apresente valor nutritivo, a cafeína é considerada um ergogênico nutricional por estar presente em vários produtos alimentícios comercializados e consumidos atualmente.

Alguns estudos sugerem, como o de Wollner Materko e Edil Luis Santos (periódico Motricidade de 2011 vol.7 p. 29), que a cafeína a cafeína exerce um efeito ergogênico sobre a força muscular submáxima ao longo de uma sessão de treino de força.

Na teoria têm-se tentado explicar o efeito ergogênico da cafeína durante o exercício físico anaeróbio, relacionando-o ao efeito dessa substância em alguma porção do sistema nervoso central (SNC) e a propagação dos sinais neurais entre o cérebro e a junção neuromuscular e também ao efeito da cafeína sobre o músculo esquelético, facilitando a estimulação-contração do músculo esquelético. Alguns estudos têm indicado aumento da força muscular e maior resistência à instalação do processo de fadiga muscular após a ingestão de cafeína. Acredita-se que possa ocorrer um aumento de ação e liberação de noradrenalina e adrenalina.

Algumas pesquisas têm mostrado os efeitos metabólicos da cafeína, verificando que a substância não só faz aumentar o gasto de energia, como também eleva a termogênese celular, a mobilização de ácidos graxos e a oxidação lipídica. O efeito da cafeína nos lipídeos e metabolismo energético demonstrou ser, na maioria das vezes, mediado pelo sistema nervoso central. Ou seja, a cafeína desde que administrada na dose correta, poderá promover uma melhor eficiência no metabolismo energético e muscular durante a prática esportiva, aumentando a lipólise (quebra de gordura, poupando glicogênio muscular e retardando a fadiga), contribuindo para melhorar a performance.


Os efeitos da cafeína podem variar de pessoa para pessoa. Seu efeito tem sido demonstrado com doses entre 100 – 420mg, ou seja, duas xícaras de café já seriam suficientes para obter algum efeito. Em 150 ml (1 xícara) tem 103mg de cafeína, a de expresso tem 120mg e uma de chá verde tem 30mg. Muitos preferem a suplementação por cápsulas, que facilita a ingestão da quantidade necessária.

É muito importante ressaltar que o uso de cafeína mal administrado poderá causar dependência e sintomas como dores de cabeça, irritabilidade e cansaço, que poderão ser desencadeados pela interrupção do uso da cafeína. Algumas pessoas são sensíveis à cafeína e podem não se sentir bem. Não é indicado seu uso à noite, já que causa agitação e pode prejudicar o sono, que é tão importante em qualquer atividade física.

Portanto, procure um nutricionista para avaliar se é realmente indicado para você e a dose certa de acordo com o seu biotipo e objetivo. Convém lembrar, também, que a cafeína pode agravar certos problemas como gastrites, úlceras, anemia. Em indivíduos com determinadas patologias, como hipertensão, o uso é contra indicado.


Por Dra. Shalimar Diniz

 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

OxyELITE Pro no Brasil 

http://cdn-estatico.fisiculturismo.com.br/forum/uploads/54f419107ffe52dd86acd5c8ae081d78.jpg

 

Não faz muito tempo que o OxyELITE era praticamente sinônimo de termogênico. Nove em cada dez frequentadores assíduos de academia de ginástica responderiam que para se queimar gordura o melhor suplemento alimentar era o OxyELITE. Mas o tempo passa, e o mercado de suplementos alimentares está cada vez mais dinâmico. Com a proibição da substância DMAA (Massacre ao OxyElite Pro e Suplementos na Mídia), muita coisa mudou.

Em consulta ao site Bodybuilding.com, verificamos que hoje o termogênico mais vendido por lá é o Hidroxycut Hardcore Elite, na pífia vigésima quinta posição entre os suplementos alimentares mais vendidos. Isso demonstra que o tempo áureo dos suplementos alimentares termogênicos parace ter sucumbido à suplementação alimentar pré-treino.

Apesar disso, o OxyELITE Pro merece muita atenção. Quem leu a matéria sobre o massacre feito pela mídia ao OxyELITE pode perceber que este suplemento ainda goza de muito prestígio no Brasil. É um nome fortíssimo no campo dos estimulantes e termogênicos. Mesmo aqueles que não praticam musculação estavam se valendo do suplemento alimentar para dar energia para as atividades diárias, principalmente concurseiros.

Avaliamos a versão do OxyELITE Pro que passou a ser legamente vendida no Brasil há pouco tempo. Trata-se do mesmo produto fabricado pela USPlabs e importado pela WW Sports. Como normalmente costuma acontecer nestes casos, logo de cara já notamos a “maravilhosa” fórmula apresentada aos brasileiros: cafeína!

Isso mesmo, no rótulo afirma-se que o OxyELITE Pro contém cafeína apenas. Aliás, o rótulo mescla informações em português e informações em inglês, seria uma espécie de “bipolaridade promocional”? Mais uma vez temos que nos questionar: será que o produto contém apenas cafeína como substância termogênica?

Ninguém duvida que a cafeína é um excelente termogênico, como você pode constatar na matéria A Influência da Cafeína no Treinamento - Mecanismos Propostos para a Ação Ergogênica. No entanto, espera-se mais do que cafeína no OxyELITE Pro.

No site Corpo Perfeito, é possível comprar por R$ 39,90 o suplemento de Cafeína da Stem, enquanto que o OxyELITE Pro é vendido por R$ 179,00. Só pelo valor já se pode exigir e esperar mais do OxyELITE, pelo menos mais do que só cafeína, não concorda?

Visitamos o site do fabricante, a USPlabs, para verificar qual é a fórmula do produto lá divulgada. Infelizmente, no site do fabricante não há qualquer informação sobre o suplemento. Há apenas uma nota onde se afirma que em breve serão disponibilizados os dados sobre o produto.

Fomos, então, ao site Bodybuilding.com, na página do OxyELITE Pro. Lá consta que a fórmula deste suplemento alimentar tem dois elementos básicos:

  • uma fórmula proprietária [Bauhinia Purpurea L. (Leaf And Pod) Extract, Aegeline, Norcoclaurine HCl, Hemerocallis Fulva (Flower) Heat Concentrated Extract, Yohimbe (Pausinystalia Johimbe) (Bark) Extract (AlphaShred™)];
  • cafeína.
Como se vê, a fórmula do OxyELITE Pro vendida nos EUA não contém cafeína apenas. Além da cafeína (135 miligramas, por dose), há 140 miligramas, por dose, de uma fórmula proprietária composta por uma série de outras substâncias, cujas quantidades não são discriminadas individualmente. A cafeína está presente em menor quantidade na fórmula do que as demais substâncias somadas.

Bauhinia Purpurea L. (Leaf And Pod) Extract

A Bauhinia Purpurea L. (Leaf And Pod) Extracté uma planta florífera que tem aplicações medicinais. Funciona na regulação hormonal da tireóide, como analgésico e como anti-inflamatório. Encontramos pouca informação sobre os efeitos das substâncias presentes na planta, mas é sabido que a alteração hormonal na tireóide pode provocar violenta alteração metabólica no organismo (ocasionando aumento ou redução de peso corporal - saiba mais em Hipertireoidismo e Hipotireoidismo.

Portanto, essa substância, presente no OxyELITE Pro, pode provocar a redução de peso corporal ao influenciar o fucionamento da tireóide e aumentar a resistência no treinamento ao funcionar como analgésico.

Aegeline

A Aegeline é uma substância extraída da Aegeline marmelos, que é uma árvore cujos frutos têm propriedades medicinais. Existem alguns estudos que relacionam esta substância à lipólise (queima de gordura para obtenção de gordura corporal), como relatado na matéria New "Anabolic:" Aegeline.

Norcoclaurine HCl

Está substância também está presente no Jack3d Micro da USPlabs. Ao analisar o Jack3d, dissemos que a Norcoclaurine HCI ou Higenamine pode ser a substância estimulante que pode tornar o Jack3d Micro o novo queridinho das academias e também, quem sabe, bani-lo do mercado novamente. Há pouca informação de qualidade sobre essa substância.

Parece que além de ser vaso-relaxante (vasodilatação), também causa broncodilatação. E essa dilatação dos brônquios é que pode resultar numa incrível sensação de força e energia pelo musculador.

Como o uso dessa substância é novo (foi iniciado com o suplemento alimentar Alpha-T2 da PES), é certo que ainda ouviremos muito sobre ela, para o bem, ou para o mal. O fato é que ela diferencia o Jack3d Micro dos demais suplementos pré-treino do mercado.

E se a norcoclaurine HCl diferencia o Jack3d Micro dos demais pré-treino do mercado de suplementos alimentares, por outro lado, aproxima-o do novo OxyELITE Pro, que é fabricado pela mesma marca.

Hemerocallis Fulva (Flower) Heat Concentrated Extract

Encontramos poucas referências sobre o extrato concentrado da flor da Hemerocallis Fulva. O que há de interessante é um estudo científico que trata do efeito lipolítico (queima de gordura) das folhas da Hemerocallis Fulva, como constamos em Lipid peroxidation inhibitory compounds from daylily (Hemerocallis fulva) leaves.

Yohimbe (Pausinystalia Johimbe) (Bark) Extract (AlphaShred™)

O yohimbe é uma velho conhecido daqueles que praticam musculação há mais de dez ano. Era um suplemento alimentar de grande apelo comercial, que prometia aumento da produção natural de testosterona. Com o passar dos anos e desenvolvimento de novos suplementos alimentares, o yohimbe perdeu a sua glória e não mais se encontram com facilidade nas prateleiras das lojas de suplementos.

Existe um estudo científico que relaciona o yohimbe como substância capaz de promover perda de gordura corporal em atletas. Mais detalhes em Yohimbine: The Effects on Body Composition and Exercise Performance in Soccer Players.

A Fórmula do OxyELITE Pro Vendido no Brasil Contém Cafeína Apenas?

Pela formulação norte-americana do OxyELITE Pro, verifica-se que o suplemento termongênico contém uma série de substâncias que estão, de algum modo, vinculadas à queima de gordura corporal.

A grande questão que novamente somos obrigados a colocar é: será que a USPlabs preparou uma fórmula do OxyELITE Pro exclusiva para o Brasil somente com cafeína e outra para o resto do mundo? Será que a marca iria colocar em risco o nome OxyELITE Pro em um suplemento que nada tem de especial em comparação com concorrentes tão mais baratos ou com um copo de café?

Por outro lado, será que a marca também se arriscaria a rotular o produto apenas com cafeína para ultrapassar os rígidos controles sanitários da ANVISA e vender a mesma fórmula do mercado norte-americano?

São questionamentos cujas respostas somente podem ser dadas por um exame de laboratorial, por análise de composição do OxyELITE Pro vendido no Brasil. A sensação de euforia e alerta causada pelo uso do produto pode ser facilmente atribuída à cafeína, não se podendo creditar tais efeitos às demais substâncias, ao menos por essa análise subjetiva.

Por Redação FISIculturismo

 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Treino para Lutadores de MMA 

 

http://cdn-estatico.fisiculturismo.com.br/forum/uploads/3319c944aa52289ceccb394fd7b97117.jpg

Um lutador de MMA de alto nível necessita de uma grande resistência para lutar 5 rounds de 5 minutos e ainda ter energia para nocautear ou finalizar o adversário.

Esse poder e força para suportar ataques letais, aplicar chaves e estrangulamentos, dependem muito do condicionamento do lutador.

Não é por acaso que praticamente todos os lutadores de MMA de sucesso são pessoas com musculatura forte, densa e definida.

Mas qual é o tipo de treino para lutadores do UFC?

Os tipos de exercícios que eu uso para atletas de MMA ou Jiu-Jitsu não necessita de muito trabalho aeróbio, porque há pouco trabalho aeróbico realizado em uma luta.

Nós fazemos a base do treinamento acessório com musculação para os atletas ganharem hipertrofia, potência e velocidade, ao mesmo tempo que derretem a massa adiposa por aumento do metabolismo basal.

Somente quando o VO2 é muito baixo, fazemos um trabalho aeróbio. Isso porque a capacidade aeróbia não se perde facilmente e os picos anaeróbios na luta e na musculação criam uma curva de condicionamento aeróbio, possibilitando assim, o atleta reduzir bastante o treino de corrida e outros do gênero.

Após a fase de adaptação, seguido pela fase de hipertrofia (treino base), o treino específico deve ser montado com menor volume, sobrecarga dosada e se tornar o mais funcional possível, simulando movimentos da arte praticada.

A maioria das séries que fazemos são multiarticulares, principalmente os de membros inferiores pois na luta, os atletas agacham muito para dar quedas, levantar e golpear, esses atletas não podem se dar ao luxo de ter pernas esgotadas durante a luta.

Nessa fase, utilizamos treinos de alta intensidade em circuitos sem descanso(um exercício após o outro sem descanso):

CIRCUITO DE SOBRECARGA PARA LUTADORES 1º CIRCUITO
SET
OBS REPS AGACHAMENTO
1
FALHA TOTAL
20-1 LEG PRESS
1
FT
20-1 EXTENSORA
1
FT
20-1 FLEXORA
1
FT
20-1 SUPINO DUMBELL(SOCO)
1
FT
20-1 REMADA BAIXA
1
FT
20-1 SUPINO BARRA
1
FT
20-1 REMADA CURVADA
1
FT
20-1 ELEVAÇÃO LATERAL
1
FT
20-1 ROSCA DIRETA CABO
1
FT
20-1 TRICEP CORDA PULLEY
1
FT
20-1 ABDOMINAL PUNCH
1
FT
20-1 2º CIRCUITO
SET
OBS
REPS AVANÇO
1
FT
20-1 LEG PRESS 90º
1

FT
20-1 EXTENSORA
1

FT
20-1 FLEXORA SENTADO
1
FT
20-1 SUPINO INCLINADO
1
FT
20-1 PUXADOR FECHADO
1
FT
20-1 PEC DEC
1
FT
20-1 DESENVOLV MÁQUINA
1
FT
20-1 TRICEPS PULLEY
1
FT
20-1 ROSCA DIRETA
1
FT
20-1

Pliometria (Push-up): Explodir nos movimentos de flexão de cotovelo para que as mãos fiquem fora do solo (braços estendidos) no final de cada repetição. Iniciantes deverão começar com as mãos em cima de uma caixa alta (variação mais fácil do que as mãos no chão).

Agachamento Guiado
3 x 15
Chute Lateral
p/ cada perna

Supino Horizontal
3 x 15
socos (variados)
1''
TRI - SET ABAIXO


Barra Fixa (F)

3 x 15
Meio Arranque
3 x 15
Abdômen
3 x 15

Potência

3 X 8 a 12 REP

INT: 30'' a 40'' 1 - Supino(soco) na Polia c/ giro (executar o movimento em pé) 2 - LEG Inclinado (deslocar a plataforma dos pés) 3 - Remada Unilateral 4 - Encolhimento de ombro 5 - Arranque com elástico ou cabo 6 - Avanço c/ anilha no peito (+- 20 passadas ida e volta)

 

Por Ricardo Fonseca 

 

sábado, 13 de julho de 2013

Lipodrol: Conheça os Efeitos do Termogênico Mais Potente e Moderno do Mercado 

 

http://cdn-estatico.fisiculturismo.com.br/forum/uploads/ce2bcc8ddced13f828122601acad969b.jpgIndiscutivelmente, o mercado nacional de suplementos alimentares tem evoluído mais nesses três últimos anos do que nos últimos vinte. O número de pesquisas e o próprio interesse das áreas médica e nutricional triplicaram, pois está mais do que evidente na literatura os benefícios da suplementação e cronosuplementação na saúde, qualidade de vida e longevidade das pessoas.

Negar esta realidade seria como tapar os olhos e ignorar os incontáveis benefícios fartamente documentados por incontáveis estudos científicos que podem ser conseguidos com a correta suplementação. Basta aos envolvidos e responsáveis pelas prescrições nutricionais, saberem identificar quais suplementos são ou serão necessários ao determinado indivíduo para que assim possa-se obter sucesso no programa objetivado.

Pensando nisso e com compromisso em pesquisas de aprimoramento tecnológico, chega um dos termogênicos mais inteligentes do mercado nacional. Com uma formulação exclusiva a base de óleo de sésamo e um blend a base de metil xantinas, o LIPODROL chega para revolucionar o mercado dos termogênicos neuroestimulantes e queimadores de gordura corporal através de uma potente lipólise (quebra da gordura como fonte de energia) e benefícios antioxidantes que irão preservar o tecido magro (músculo) otimizando assim os resultados almejados.



O suplemento se baseia em duas fases inteligentes para liberação de energia que são:

Fase 01: combinado do óleo de Sésamo para conduzir ação rápida e maior oxidação do tecido adiposo promovendo de forma visual a redução nas circunferências da cintura e diminuição do peso corporal em gorduras e eliminação de água subcutânea;

Fase 02: blends de cafeína que aceleram o metabolismo de maneira gradual através da ação de micro grânulos.

Essa formulação tende a ter uma liberação rápida e uma mais lenta, garantindo a queima da gordura corporal e acelerando o metabolismo. Temos inclusive benefícios extras na saúde e qualidade de vida pouco mencionados, principalmente quando se fala do óleo de sésamo.

Na fase 1:
O óleo de Sésamo tem demonstrado ser um excelente antibacteriano para agentes patogênicos comuns da pele como Staphylococcus e Streptococcus, assim como o conhecido pé de atleta. É naturalmente antiviral e um agente anti-inflamatório.

Este óleo é eficaz no desbloqueio de artérias e na Holanda, tem sido usado por médicos em experiências que visam a melhora em doenças crônicas como diabetes, hepatite e enxaquecas.

Estudos recentes demonstram que o óleo de semente de gergelim, (o óleo de sésamo) é um potente antioxidante inibidor de radicais livres poupando nossa massa muscular (dentre diversos outros fatores bioquímicos envolvidos), sendo inclusive indicado para tratamentos de colesterol, pois, tem-se documentado que as moléculas do óleo de gergelim mantém estáveis e melhorados os níveis do bom colesterol (HDL) e efeitos de diminuição dos níveis do mau colesterol (LDL).

No intestino delgado e no colón temos visto que algumas células se alimentam de gordura. O óleo de gergelim pode fornecer a essas células seu alimento essencial.

Em um estudo realizado pela Universidade Internacional Maharishi em Fairfiled, foi documentado que alunos da faculdade que usaram o óleo de gergelim lavando a boca tiveram redução de 85% das bactérias que causam a gengivite.

O Óleo de semente de gergelim também ajuda a manter as articulações a sua flexibilidade. Mantém a pele macia e suave. Ele auxilia na cura e protege áreas de leves arranhões, cortes e abrasões.

Portanto, pudemos observar que na fase um, seus efeitos estão muito além de benefícios estéticos, e estão diretamente relacionados com a saúde e qualidade de vida.

Na fase 2:
Para compreendermos o efeito da suplementação de cafeína no organismo em sua totalidade é necessário saber como ocorre seu efeito bioquímico no organismo. Vamos falar a real. A cafeína é rapidamente absorvida no trato gastrointestinal e se move através das membranas celulares com a mesma eficácia que é absorvida nos tecidos.

Esta metilxantina (cafeína) é absorvida pelo fígado através de uma ação enzimática que resulta em três metabólitos que são a paraxantina, teofilina e teobromina. Sua ação na corrente sanguínea pode levar de 15 a 45 minutos dependendo de cada organismo e seus efeitos podem ser vistos de 2 a 6 horas após seu consumo via oral com decréscimo de 50 a 75% após o tempo de biodisponibilidade relatado. Portanto nossa fase 2 está diretamente relacionada a ação bioquímica lenta do produto no organismo.

A cafeína por ter solubilidade através de ação lipídica, passando facilmente pela barreira sangue – cérebro, garantindo seus efeitos neuroestimulantes.

Verificamos que a cafeína é mais potente em seus efeitos esportivos quando disponibilizada no modo anidro (LIPODROL vem disponível nesta versao), em comparação a cafeína convencional.

A posologia da cafeína indicada na maioria dos estudos esportivos é de 3-6mg por kg de peso corporal e tem se mostrado extremamente efetiva na queima de gordura e ganho de energia neuroestimulante quando ingerida nesta dosagem. O LIPODROL vem na posologia de 286mg por dose o que se encaixa perfeitamente a indicação da maioria dos artigos.

Importante lembrar que a dose específica depende do grau de resistência de cada pessoa. Existem pessoas mais resistentes “cafeinadas” e outras mais sensíveis, estamos falando de seres HUMANOS, e somos tão diferentes quanto nossas digitais, portanto nao existe regra. Recomendamos seu uso na dose mínima, em seguida verificação de feedback individual e na sequência, repetição de uso na dose diária ou não.

QUEBRANDO MITOS
As pessoas tendem a usar o termogênico em horários de pré-treino. Nós não concordamos com essa premissa quando o objetivo é queima de gordura corporal, pois o treinamento já é um momento de natural termogênese e o uso do recurso irá causar um efeito tampão no momento de natural efeito lipolítico. Recomendo o seu uso longe do período de treino e longe do horário de dormir (6 horas antes). Por exemplo, se o indivíduo treina cedo que tome o termogênico a tarde, se ele treina a tarde que tome cedo, para que assim mantenha seu metabolismo acelerado durante todo o dia.

Quando o objetivo está direcionado ao ganho de energia e melhora de performance esportiva através de neuroestimulantes, tem recomendado seu uso pré-treino.

Bem, agora que entendemos perfeitamente seu mecanismo de funcionamento, podemos fazer uso desse excelente e inovador recurso criado pela INTEGRALMEDICA, time a qual faço parte e tenho orgulho de ser um membro da equipe técnica.

Espero ter contribuído de maneira efetiva no conhecimento de todos os companheiros e admiradores de nosso trabalho. DEUS os abençoe e que grandes treinos venham.

Por Rafael Bracca dos Santos  

terça-feira, 2 de julho de 2013

Kickboxing

 

KickboxingO Kickboxing é uma arte marcial americana que consiste em chutes e socos, protegidos por equipamentos de proteção individual, tais como luvas, botas, caneleiras, coquilhas e protetores bucais. O kickboxing teve sua origem na Tailândia (Muay Thai), há dois seculos aproximadamente, a partir dai, desenvolveu-se nos Estados Unidos no final da década de 60, uma variação que proibia chutar abaixo da linha da cintura, podia bater-se sem grandes restrições, daí surgiu o Full Contact, que era uma luta com contatos muitos contundentes.

Quem criou o Kickboxing, foi uma geração de praticantes de Karatê, que se decepcionaram com as regras deste, que na época, proibia o contato excessivo.

Esses atletas resolveram promover competições abertas, com Knock out permitido e incentivado.

Num sentido amplo, há várias artes marciais nomeadas como kickboxing, incluindo o adithada(boxe indiano), leghwei(boxe birmanês), assim como o savate(boxe francês). Num sentido restrito, o termo kickboxing é associado ao Kickboxing Japonês ao Kicboxing americano e estilos ou regras spin-off.

O kickboxing é muitas vezes confundido com o Muay Thai (boxe tailandês), pela proximidade que são as duas lutas, modificando apenas as regras, vestimentas certos golpes que são permitidos no Muay Thai e não são no kickboxing o uso do cotovelo e do joelho (cotoveladas e joelhadas) não são permitidos em Kickboxing, já em outra modalidade de kickboxing que é o K1, os golpes de joelho são permitidos.

Ambos são semelhantes mas com extremas diferenças, não apenas nas regras, mas também na prática. Contudo, o foco do lutador durante a luta é diferente. Nas regras do muay thai, tem as cotoveladas a mais. Já as joelhadas são permitidos tanto no muay thai como na modalidade K-1 do Kickboxing.

Dentre as várias variações de Kickboxing apresentadas, deve-se procurar uma onde a Academia, o professor ou os atletas são íntegros, que saibam representar bem o esporte, sem denegrir tal arte marcial, tão bem conceituada.

Em uma competição de Kickboxing, os lutadores devem posicionar-se de pé, com separação mínima entre os pés de dois palmos, e entre os competidores de dois metros. A competição deverá ter dois a três rounds, com duração de dois minutos, dependendo do número de competidores, devendo-se observar que, durante uma seletiva, os combates deverão obedecer a regra dois por dois, ou seja, dois rounds de dois minutos de combate intercalados por um minuto de descanso, e durante as semi-finais, a regra três por três, sendo estas regras acordadas anteriormente por reunião técnica ou cursos e congressos.

No Kickboxing, bem como qualquer outra arte marcial, deve-se procurar academias filiadas e professores aptos e diplomados, pois toda academia precisa ter uma entidade superiora que a supervisione, que preste suporte para que sempre possa melhorar seu trabalho tanto na área prática, como na teórica, pois não basta o atleta saber apenas socar e chutar, tem que saber também a teoria, ou seja, os fundamentos, a história, seus criadores, etc.

Por José Roberto Dias Resende 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Vitamina C: Fundamental para as Pessoas e Atletas

 

VITAMINA C : FUNDAMENTAL PARA AS PESSOAS E ATLETAS

Dentre seus efeitos normais como: combater gripes e resfriados, a vitamina C tem um efeito anti-catabólico
de fundamental importância no controle do hormônio cortisol no organismo, diminuindo o mesmo sem atrapalhar a produção de testosterona, auxiliando na formação da mesma, melhorando a recuperação e o crescimento das células musculares.

Um estudo publicado no Journal of Strenght and Conditioning Research” mostra que a ingestão de 1g de vitamina C por dia pode reduzir a secreção de cortisol, permitindo um crescimento muscular maior, quando comparado a pessoas que tem uma dieta deficiente da mesma. A vitamina C funciona também como um antioxidante (protegendo as células musculares contra os radicais livres) e na formação de colágeno (diminui as chances de lesão muscular).

A vitamina C também auxilia na absorção do ferro. Uma deficiência do mesmo, a quantidade de oxigênio que fica ligado à hemoglobina no sangue diminui e reduz a performance muscular. Vitamina C e Ferro também são benéficos para pessoas que sofrem de anemia, pois um auxilia na retenção do outro.

VITAMINA C E CORTISOL

O hormônio cortisol é liberado, quando uma pessoa entra em estado de stresse ou por elevados esforços físicos (treinos pesados). O cortisol diminue a produção de testosterona natural do corpo quando elevado? Ou liberado?? sua produção.

O cortisol tem um efeito catabólico e diminuindo também as defesas do organismo (sistema imunológico). As testosteronas sintéticas são bastante usadas devido a diminuir a produção do cortisol e ter um efeito anabólico. A vitamina C entra como um elemento anti-catabólico (diminuindo o cortisol), sem atrapalhar a produção de testosterona...

ABSORÇÃO DA VITAMINA C

A vitamina C, não é armazenada pelo organismo, por ser hidrossolúvel (solúvel em água). Por isso sua ingestão tem que ser diária, proporcionais as necessidades de cada indivíduo, variando por diversos fatores. O organismo só absorve 20% da vitamina C consumida, é importante aliar sua ingestão á de alimentos que absorvem melhor a mesma, ex: aveia.

A aveia é um dos alimentos que mais retém a vitamina C, cerca de 80%. Outro exemplo são os complexos bioflavonóide, que em conjunto com a vitamina C, auxiliam na sua absorção.

DOSAGEM RECOMENDADA

Doses mais frequentes irão fornecer uma quantidade contínua de vitamina C, altas dosagens podem causar diarreia e irritar o sistema digestivo. Dividir as doses ajuda a evitar esses problemas.

O corpo processa a vitamina C de forma muito rápida, sendo recomendada tomar duas doses de 500mg ao longo do dia. Para quem treina de forma mais intensa pode ser administrada dosagens de até 3g por dia.

Obs: Alguns remédios podem reduzir o nível de vitamina C no corpo, como: anticoncepcionais, esteroides, álcool, analgésicos e antidepressivos. Com isso terá que aumentar a dose de vitamina C. 

 

 

 

 

 

 

 

 

domingo, 9 de junho de 2013

Drogas nos Esportes: Dos Anabolizantes ao Doping Genético 

 

Desde os tempos mais remotos, o homem busca formas de aprimorar suas capacidades a fim de superar seus limites. O uso de substâncias tidas como capazes de aumentar as aptidões físicas não é algo recente. Sua utilização pela humanidade remonta das civilizações mais antigas, quando se acreditava que as propriedades de algumas ervas ou alimentos tinham o poder de aumentar a força, resistência e agilidade dos guerreiros.

Na China, há mais de 2000 anos A.C., já eram conhecidos os efeitos de uma erva denominada Ma-huang, que tinha como característica o aumento da resistência. Também datam desta época a Ephedra e a Mandrágora. A cola já era usada na África como estimulante e o ópio era muito consumido na Grécia e Ásia da antiguidade. No século XVI, ao colonizarem a América do Sul, os espanhóis observaram o curioso hábito de mascar folhas de coca como um recurso dos nativos para aumentar a capacidade e vigor físicos. Neste ínterim, utilizava-se na Europa bebidas contendo cafeína. A morfina foi isolada no início do século XIX e passou a ser utilizada em cavalos na Inglaterra.

A utilização de recursos como meio de aumentar as habilidades físicas e psíquicas teve uma estreita relação com as guerras e conflitos entre os povos. Para produzir guerreiros capazes de defender seus interesses, cada nação lançava mão do uso de substâncias “milagrosas”. A própria morfina foi utilizada como anestésico durante a guerra civil americana, ainda no século XIX. A invenção da agulha hipodérmica facilitou e popularizou seu uso nos fronts de combate. No século seguinte, os soldados recebiam em seu kits de sobrevivência anfetaminas que os mantinham acordados e em estado de alerta. Mais tarde estas substâncias seriam largamente utilizadas nos esportes, evidenciadas pelo consumo excessivo e ocorrência de óbitos entre alguns atletas, o que deu origem à preocupação quanto ao uso de compostos desta natureza nas competições esportivas.

Os anabolizantes esteróides androgênicos datam de 1935, quando se conseguiu sintetizar testosterona a partir de colesterol em laboratório. A partir dai, a recém-descoberta testosterona sintética foi utilizada em situações terapêuticas na quais havia dificuldade de síntese e retenção protéica. Antes deste feito, a testosterona era obtida através de testículos de animais. Alguns anos após, durante a 2ª guerra mundial, alemães administraram testosterona em seus soldados, cientes dos poderosos benefícios ergogênicos deste composto. O uso destas substâncias se estendeu para o esporte e colocou os atletas do bloco oriental em superior vantagem em relação ao resto do mundo.

A partir da constatação do uso abusivo de substâncias otimizadoras da performance, se fez necessária uma vigilância quanto à utilização destes produtos, não tão somente pela busca da igualdade de condições entre os atletas, mas também pelo número crescente de casos de óbito entre os usuários destes recursos. Nos anos 60, durante os jogos olímpicos no México, o COI – Comitê Olímpico Internacional – divulgava para o mundo o conceito de doping e sua proibição no esporte. Desde então, tem sido travada uma batalha por parte dos comitês para estabelecer, regulamentar e dispor acerca das proibições quanto ao uso de drogas no esporte.

Embora haja uma larga fiscalização por parte das autoridades responsáveis, sempre houve relatos de tentativas de burlar as proibições impostas pelo COI. Muitos atletas, em conjunto com médicos e bioquímicos, conseguiram mascarar o uso e passar ilesos nos testes anti-doping. Estas manobras tem levado o COI a sempre revisar e atualizar não só a lista de substâncias proibidas, bem como o rigor na confecção dos testes. Alguns atletas são chamados aleatoriamente para realizar testes mesmo fora do período de competição (out of competition) para que o uso não se restrinja somente à fase dos jogos.

Através da busca incessante por representantes cada vez mais fortes, velozes e ágeis, surgiu uma inevitável tendência por parte de cada nação em fabricar campeões. A guerra entre muitos países conheceu uma relativa trégua nos campos de combate e foi transferida para os ginásios, arenas e pistas. Especialmente em tempos de expansão nazista, Hitler e sua Alemanha ariana se recusaram a aceitar a vitória de afro-americano Jesse Owens sobre os atletas alemães. Na primeira edição dos Jogos Olímpicos transmitida ao vivo, o mundo assistiu atônito à retirada de Hitler para não ter que premiar um atleta de raça “inferior”.

Hoje, o esporte assumiu vultosa influência no comportamento das pessoas levando a hipervalorização corporal e sobretudo à necessidade de superação de limites. A indústria do esporte movimenta cifras bilionárias ao redor do mundo e cresce a cada dia. Os atletas são considerados heróis nacionais e exemplo a ser seguido. Os EUA investem altas quantias para manter a invencibilidade e hegemonia dos seus atletas de tal sorte que as medalhas olímpicas parecem representar a força de cada nação, medida pela capacidade física de seus esportistas.

Toda essa valorização exacerbada, porém, se desvanece quando um desses representantes é flagrado usando métodos proibidos. Não está em questão se o atleta realmente faz uso ou não: o que realmente está em jogo é a comprovação dessa utilização. Até aquele momento, o “super-homem” é o exemplo máximo de conduta moral, até chegar o fatídico momento do teste positivo. Para muitos atletas significa o fim da uma carreira, da aceitação e carisma perante o público, sobretudo é também a confirmação cruel de que ele era simplesmente humano; que seus poderes eram fruto exclusivo de alguma fórmula mágica.

Apesar das restrições, a procura pelo Graal do rendimento esportivo continua a ser buscada incessantemente. Novas descobertas, novos recursos são criados à passos largos. Atualmente, a pesquisa cientifica avança em relação à manipulação genética como um meio promissor de alterar determinadas características fenotípicas (e até genotípicas!). Embora muitas dessas pesquisas não tenham como objetivo a melhora da performance e sim a terapêutica em patologias especificas, a história se repete. O doping genético, como ficou conhecido, é a mais recente evolução dos antigos métodos de otimização do desempenho atlético.

Todas as funções metabólicas de nosso organismo são mediadas por atividade gênica. Muitos genes são responsáveis por características que favorecem ou limitam a capacidade do individuo. Genes que codificam bloqueadores de miostatina, síntese de GH, IGF-1, endorfinas, eritropoietina, leptina etc. são os mais estudados para este fim. Esta manipulação gênica também é interessante não tão somente do ponto de vista do aumento do desempenho, mas também da recuperação de lesões e traumas comuns à prática esportiva. Muitas vezes incidentes como esses acarretam o fim da carreira de grandes atletas.

A prática da terapia gênica se dá pela ativação ou inativação de determinado gene de células-alvo específicas. A introdução do material genético é feita através da ação de vetores virais (que tem a capacidade de se agregar à estrutura do DNA, modificando sua expressão gênica), lipossomas ou macro moléculas conjugadas ao DNA. Ainda se desconhece que tipo de efeitos decorrentes desta manipulação possam acontecer, por se tratar de uma técnica relativamente recente. A maior preocupação reside no uso de vetores virais para introdução do material genético, justamente por sua capacidade mutagênica. Abaixo, alguns exemplos de terapia gênica considerados como doping genético.

BLOQUEADORES DE MIOSTATINA

O interesse por parte da comunidade científica nesta área de estudo surgiu da observação de uma peculiaridade de uma raça bovina em particular, o Belgian Blue.

Estes animais tinham como característica uma massa muscular exagerada, praticamente o dobro de outras raças, sem uso de nenhuma ração especial ou administração de esteróides anabólicos, cujo uso é comum em rebanhos bovinos.

Os cientistas descobriram que estes animais apresentavam uma mutação em certos genes que codificam proteínas reguladoras do crescimento muscular, sendo uma delas conhecida como miostatina.

Através de terapia gênica em laboratório, foi feita alteração nos genes responsáveis pela produção de miostatina em ratos e foi observado efeito semelhante ao ocorrido no Belgian Blue.

Os inibidores de miostatina imediatamente foram associados à alterações capazes de aumentar o desempenho atlético, por iinduzir crescimento muscular. Algumas empresas de suplementação até se aproveitaram da idéia e lançaram supostos produtos com esta capacidade de inibição da miostatina, porém sem muito sucesso.



Todavia, mesmo conseguindo excelentes efeitos nos experimentos realizados com ratos, os estudos não são conclusivos uma vez que os roedores eram transgênicos, ou seja, suas características foram alteradas ainda em fase embrionária. A manipulação foi responsável tanto por hipertrofia como por hiperplasia, mas durante o crescimento a hiperplasia é comum tanto em ratos quanto humanos. Resta saber se em indivíduos em idade adulta, estes dois fenômenos ocorreriam. Também há a possibilidade, segundo os pesquisadores, de alterações em outros tipos de tecido muscular, como o cardíaco e o liso, o que poderia trazer problemas em relação à atividade de órgãos compostos por estes tipos de músculo, como o coração e trato entérico, respectivamente. Os estudos prosseguem enquanto crescem as expectativas quanto às possibilidades do emprego de inibidores da miostatina tanto no campo terapêutico, quanto no rendimento esportivo.

GH e IGF-1

Em relação ao GH – hormônio do crescimento humano, já se sabe há muito de sua utilização no esporte como recurso ergogênico, inclusive este figura como método proibido na classe de peptídeos e análogos da lista do COI. Entretanto, a terapia gênica do GH produziria de maneira endógena a super-expressão da síntese deste hormônio, que tem como grande mediador dos efeitos relacionados ao crescimento, as somatomedinas insulino-miméticas, ou IGFs, particularmente o IGF-1 (insulin-like growth factor 1), também utilizado como poderoso recurso ergogênico em modalidade que necessitam de força e tamanho musculares. Atualmente, ambos figuram na lista de substâncias proibidas, contudo, sua detecção não é tão fácil como as demais substâncias. Outros peptídeos como os MGFs (mecano growth factors), VEGFs (vascular endhotelial growth factors), PDGFs (plateled derivated growth factors), FGFs (fibroblast growth factors) e HGFs (hepatocyte growth factors) estão na última edição da lista.

Segundo muitos especialistas no assunto, o doping genético será uma realidade nas competições esportivas dentro de pouquíssimo tempo. Neste exato momento, há pessoas trabalhando no estudo destes recursos voltados à performance esportiva, isto é um fato. Obviamente, toda uma discussão acerca de ética quanto à utilização destes métodos deve ser fomentada à medida que se avançam os estudos. Como mencionou Pierre Levy em seu livro “O que é o Virtual”: a humanidade vivenciará reconstruções que as possibilitarão virtualizar o corpo, alterando o metabolismo pelas drogas, regulando as emoções e controlando a reprodução. Ao que tudo indica, esta é uma evolução que está apenas começando.
BONS TREINOS E ATÉ A PRÓXIMA!!!  

Por Madilson Medeiros 

sexta-feira, 17 de maio de 2013


Decaonato de Nandrolona - Deca Durabolin




Nota importante:
Ola amigos,
A intenção desta coluna não é estimular ninguém a utilizar qualquer tipo de substância ilícita, muito pelo contrário, o objetivo é demonstrar os vários efeitos colaterais que elas trazem com seu uso. Tentamos também na coluna associar as informações cientificas disponíveis na literatura com as informações praticas de atletas e/ou praticantes de musculação do mundo underground das academias.


DECAONATO DE NANDROLONA

A pratica de exercícios físicos, em especial a musculação, vêm sendo amplamente realizada por pessoas que buscam uma melhor qualidade de vida.

Porém, a musculação também é utilizada por atletas e pessoas que buscam um melhor rendimento físico ou estético, sendo muitas vezes a uso de drogas para maximizar seus resultados.

Nesse sentido uma das drogas mais utilizadas por freqüentadores de academias é a Nandrolona (Barquilha, 2009).

A nandrolona (também conhecida como deca-durabolin) é um andrógeno sintético, tendo ação anabolizante prolongada de até três semanas (Kutscher et al., 2002), podendo estimular o crescimento e a resistência celular.

Sua estrutura é parecida com a testosterona, porém não possui o carbono da posição 19, daí o nome 19Nor-testosterona, essa pequena mudança é faz com que ela não seja convertida em DHT (dihidrotestosterona) pela enzima 5-alfa-reductase (5AR) como normalmente acontece com a testosterona, conferindo então menores efeitos androgênios se comparado a testosterona.

Essa droga é utilizada na regeneração de diversos tecidos, como o sangüíneo, córneo e outros. Ela é classificada como um andrógeno não aromatizavel decorrente da baixa conversão a estrógeno, minimizando efeitos femininos em grandes doses desse hormônio (Kuhn, 2002; Cunha et al., 2006), e nas mulheres essa droga apresenta menor virilização quando comparada a testosterona, porém ainda assim pode causar tal efeito.

A via de administração da nandrolona é intramuscular ou oral. Ele é encontrado na urina como 19-nortestosterona e seus metabólitos; 19 norandrosterona e 19-noretiocholanolona, que podem ser detectados por um longo período de tempo na urina, sendo geralmente a norandrosterona presente em maior concentração (Guimarães e Alves).

Um dos principais benefícios com a prática de exercícios físicos é a cardioproteção, sendo que o uso da nandrolona parece anular esse efeito positivo decorrente do exercício, o que corrobora com o fato de serem encontradas lesões freqüentemente nos corações de indivíduos que fazem uso de altas doses de anabolizante (Chaves et al, 2007).

Além disso, outros possíveis efeitos colaterais podem ser encontrados com o uso, como acnes, calvície, libido, possível ruptura de tendão decorrente do aumento exorbitante de massa muscular, aumento do colesterol LDL, infarto agudo do miocárdio, morte súbita por hipertrofia ventricular esquerda.

Quando utilizados na puberdade, causam o fechamento das epífises ósseas, acarretando déficit final do crescimento em conseqüência do amadurecimento ósseo precoce, atrofia do tecido testicular, infertilidade, impotência, dificuldade ou dor para urinar e hipertrofia prostática, tumores hepáticos e de próstata.

Na mulher, pode ocorrer a masculinização, evidenciada pelo engrossamento de voz e crescimento de pêlos no corpo no padrão de distribuição masculino; irregularidade menstrual e aumento do clitóris. (Fineschi et al., 2001). Fatores psicológicos também são alterados, como irritabilidade.

A sua utilização fica geralmente entre 200 à 800mg por semana em homens, sendo que sua meia vida é geralmente de 6 dias.

Geralmente essa droga á associada com alguma testosterona de ação média ou longa, como por exemplo a oximetolona (fabricado com o nome comercial de Hemogenin) e a metandrostenolona (conhecida como Dianabol).

Sua dosagem então vai variar do período da forma como estiver usando e sua pré-disposição a ter ou não demasiada retenção hídrica com a mesma.

A Deca-Durabolin é produzida no Brasil pela empresa farmacêutica Organon, em ampolas de um mililitro com a concentração de 25 ou 50 miligramas/ampola.

REFERÊNCIAS
LARSSON, C.E. et al. Terapêutica tópica e sistêmica: pele, ouvido e olho. In: ANDRADE, S.F. Manual de terapêutica veterinária. 2.ed. São Paulo : Roca, 2002. p.116-178.
BARQUILHA, G. Uma analise da incidência de efeitos colaterais em usuários de anabolizante da cidade de Bauru. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, v. 03, p. 146-153, 2009.

CHAVES, E. A.; PEREIRA-JUNIOR, P. P.; FORTUNATO, R. S.; CARVALHO, D. P.; NASCIMENTO, J. H. M.; OLIVEIRA, M. F. Cardioproteção induzida pelo exercício é prejudicada pelo tratamento com o anabolizante decanoato de nandrolona. Brazilian Journal of Biomotricity. v. 1, n. 3, p. 46-55, 2007

CUNHA TS, TANNO A.N, MARCONDES, F.K.; PEREZ, S.E.A., SELISTRE-ARAUJO, H.S. A administração de nandrolona não promove hipertrofia do músculo sóleo em ratos. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia. 2006; 50(3): 532-540.

FINESCHI V, BAROLDI G, MONCIOTTI F, PAGLICCI REATTELLI L, TURILLAZZI E. Anabolic steroid abuse and cardiac sudden death: a pathologic study. Arch Pathol Lab Med. 2001; 125(2): 253-255.

GUIMARÃES WAM, ALVES SCC. Efeitos Crônicos do Treinamento de Forca Associado ao uso do Decanoato de Nandrolona sobre as Reservas de Glicogênio Muscular e Hepatico em Ratos. http://www.unimep.br/phpg/mostraacademica/anais/4mostra/pdfs/255.pdf

KUTSCHER EC, LUND BC, PERRY PJ. Anabolic steroids: a review for the clinician. Sports Med. 2002; 32(5): 285-96.

KUHN, CM. Anabolic steroids. Recent Prog Horm Res. 2002; 57: 411-434.
1. Pharmacokinetic parameters of nandrolone (19-nortestosterone) after intramuscular administration of nandrolone decanoate (Deca-Durabolin) to healthy volunteers;
2. Impact of Nandrolone Decanoate on Gene Expression in Endocrine Systems Related to the Adverse Effects of Anabolic Androgenic Steroids;
3. Anabolic androgenic steroids differentially affect social behaviors in adolescent and adult male Syrian hamsters – Salas-Ramirez KY, Montalto PR, Sisk CL;

Atenção:
Anabolizantes esteróides são medicamentos e somente podem ser adquiridos em farmácias sob prescrição médica.

Por  Gustavo Barquilha Joel
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