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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
domingo, 17 de novembro de 2013
Batata Doce - o Carboidrato do Atleta
Sem dúvida, a batata doce é um dos
alimentos fonte de carboidratos prediletos dos praticantes de
musculação, especialmente, dos culturistas. Está sempre presente no
cardápio da maioria dos campeões, principalmente na fase mais específica
da preparação, a pre-contest. Particularmente, tenho utilizado com
grande freqüência este tubérculo na dieta dos atletas sob minha
supervisão, e os resultados são sempre muito expressivos.
A batata doce (Ipomoea batatas) é a raiz de uma planta rasteira, nativa
do continente americano, que cresce sem exigir cuidados especiais para o
cultivo. Embora seja menos consumida que a batata inglesa, ela é muito
apreciada no norte e nordeste do Brasil. Com toda a probabilidade é a
América Central a terra de origem da batata-doce, que pertence à família
das Convolvuláceas.
É cultivada em 111 países, sendo que aproximadamente 90% da produção é
obtida na Ásia, apenas 5% na África e 5% no restante do mundo. Apenas 2%
da produção está em países industrializados como os Estados Unidos e
Japão. A China é o país que mais produz, com 100 milhões de toneladas.
Pode ser cultivada em locais de climas diversos, como o das Cordilheiras
dos Andes; em regiões de clima tropical, como o da Amazônia; temperado,
como no do Rio Grande do Sul e até desértico, como o da costa do
Pacífico.
Além de constituir alimento humano de bom conteúdo nutricional,
principalmente como fonte energética, a batata-doce tem grande
importância na alimentação animal e na produção industrial de farinha,
amido e álcool. É considerada uma cultura rústica, pois apresenta grande
resistência a pragas, pouca resposta à aplicação de fertilizantes, e
cresce em solos pobres e degradados. Em termos de volume de produção
mundial, a cultura ocupa o sétimo lugar, mas é a décima quinta em valor
da produção, o que indica ser universalmente uma cultura de baixo custo
de produção.
No Brasil, há quatro tipos de batata doce, que são classificados de
acordo com a cor da polpa: batata-branca, também conhecida como angola
ou terra-nova, que tem a polpa bem seca e não muito doce;
batata-amarela, parecida com a anterior, mas de sabor mais doce;
batata-roxa, com casca e polpa dessa cor, é a mais apreciada por seu
sabor e aroma agradáveis, sendo ótima para o preparo de doces; e,
batata-doce-avermelhada, conhecida no nordeste do Brasil como
coração-magoado, tem casca parda e polpa amarela com veios roxos ou
avermelhados.
O grande sucesso da batata doce em uma dieta é devido em grande parte a
seu índice glicêmico. Este índice reflete o impacto promovido pelo
carboidrato ingerido nos níveis sangüíneos de glicose, sendo que quanto
mais baixo, melhor (exceto em algumas situações específicas, tal como
imediatamente após um treinamento). Em relação à glicose, o índice
glicêmico da batata doce é 44, o que pode ser considerado baixo
comparando-se com o arroz branco (64) ou com o pão branco (71). Isto a
torna ideal para ser consumida como fonte de carboidratos durante o dia,
e principalmente, entre 1 e 2 horas antes de uma sessão de treinamento
com pesos.
Além do índice glicêmico favorável, esse alimento possui alta taxa de
vitamina A (sobre tudo a amarela e a roxa), vitaminas do complexo B e
alguns sais minerais, como cálcio, ferro, potássio, fósforo e um pouco
de vitamina C. Suas folhas também são bem nutritivas e podem ser
preparadas como qualquer outra verdura de folha.
Muitas pessoas ainda confundem a batata doce com a inglesa, crendo que
os valores nutricionais são semelhantes. Apesar de haver entre os dois
tubérculos uma perfeita concordância no que diz respeito ao teor em
substâncias nutritivas, calorias e água, existe grande diferença quanto
ao índice glicêmico (a batata inglesa possui um IG muito maior). As
batatas-doces também são mais ricas em ferro e possuem 5 vezes mais
cálcio. Isto tem uma importância especial para cobrir determinadas
necessidades dietéticas. Outro caso é o teor em vitaminas. A batata-doce
é muitíssimo mais rica em vitamina A do que a batata inglesa, tendo um
alto valor dietético nas doenças causadas por avitaminose A, além de
possuir mais fibras.
No período pre-contest, qualquer erro pode significar o insucesso do
atleta, portanto a dieta deve ser precisa como um relógio suíço.
Procuramos trabalhar com a menor variedade de alimentos possível, visto
que dessa forma os eventuais ajustes podem ser realizados com maior
facilidade. Dentre esta pequena variedade, preferimos sempre a batata
doce como principal fonte de carboidratos da dieta e com o peito de
frango como principal fonte protéica. Além de não ser necessária a
inclusão de qualquer tempero durante o preparo (que necessita apenas de
água fervendo e nenhuma habilidade do cozinheiro), é fácil ajustar as
quantidades a serem consumidas.
A batata-doce fornece em média para cada cem gramas: 116 calorias, 1,16
gramas de proteínas, 30,10 gramas de carboidratos e 0,32 gramas de
lipídios.
Vale ressaltar que a inclusão da batata doce na dieta do praticante de
atividade física ou atleta em quantidades apropriadas, assim como de
qualquer outro alimento, depende de uma enormidade de fatores, que só o
profissional habilitado pode avaliar. A dieta deve possuir o adequado
equilíbrio entre os nutrientes, pois de nada adianta utilizarmos uma
ótima fonte de carboidratos, se os demais nutrientes da dieta não
estiverem presentes com a mesma harmonia. Consulte sempre seu
nutricionista!
Por Rodolfo Peres
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Passei Mal Durante o Treino, o que Aconteceu?
Isso é comum acontecer. Se você pratica um
esporte muito extenuante ou de alta intensidade já deve estar
familiarizado com isso. Basicamente existem três fatores que podem
causar certo desconforto, são eles:
Queda na Pressão Arterial
Durante
o exercício físico as células musculares necessitam de maior quantidade
de oxigênio, às vezes o coração não dá conta de bombear sangue
suficiente para oxigenar as musculaturas. Em decorrência do exercício,
alguns vasos sanguíneos são dilatados em um momento no qual o corpo
necessita de mais sangue, a união desses fatores causa a queda na
pressão arterial. Esta por sua vez pode ser verificada pelo aumento da
freqüência cardíaca, na tentativa de alimentar a pressão arterial.
Vale
lembrar também que, durante os exercícios físicos há predileção do
sangue para os músculos, muitas vezes privando órgãos nobres, como o
cérebro, de sangue; gerando também mal estar.
Enjôo pelo Excesso de Lactato
Isso
acontece mais em atividades de maior volume ou que tenha muita massa
muscular envolvida. Durante o exercício o músculo produz um ácido que
chamamos de lactato, esse ácido é levado para o fígado onde, por
processos químicos, volta a ser glicose e pode ser utilizado como fonte
de energia. Mas se a produção de ácido for muito alta, acaba
sobrecarregando o fígado e modificando o pH sanguíneo momentaneamente,
causando enjôo e até vômito. Esse processo é normal e treinável; com os
treinos o fígado se adapta e melhora seu condicionamento.
Hipoglicemia
Em
maior número dentro das academias, geralmente por má alimentação ou
treinos pesados. Ocorre pela baixa de glicose sanguínea ou sobra de
insulina. Se você costuma comer doces antes de treinar ou passar várias
horas sem comer antes dos exercícios físicos é um forte candidato a ter
hipoglicemia. É facilmente notada pela tontura, às vezes dor de cabeça,
sono e até escurecimento da visão, sendo das três a mais perigosa. Pode,
em casos mais extremos, levar a alucinações, convulsões e até a morte.
De
maneira geral, se você se sentiu mal durante o treino fale com seu
professor, nada de se trancar no banheiro. Esses são sintomas simples
que podem ser facilmente verificados. Mas muitos outros problemas bem
mais graves podem ocorrer, portanto, esteja atento ao seu organismo
respeitando seus limites.
É importante lembrar que estas são
causas de mal estar advindas de exercícios físicos. Porém, existem
inúmeras causas outras que podem ser desencadeadas por exercícios em
pessoas com patologias prévias: cardíacas, endócrinas, respiratórias,
sistema nervoso central e etc. Se os sintomas persistirem um médico
deverá ser consultado.
Os médicos indicam uma vista ao seu consultório a cada seis meses, como precaução.
Por Anderson Luiz da Silva
sábado, 19 de outubro de 2013
Mulheres: Stanozolol e Oxandrolona! Combinação Perfeita?
Eu sempre fui curiosa e sendo assim
sempre busquei me informar sobre assuntos relevantes. E quando este
mundo do fisiculturismo passou a fazer parte da minha vida não foi muito
diferente, peraí, deixa explicar, não que eu seja uma atleta e muito
menos uma viciada em dietas e treino pesado, mas faz parte do meu
trabalho estar informada sobre os assuntos que cercam este mundo, devido
a isso vários temas foram aguçando minha curiosidade e fazendo com que
eu buscasse sempre me informar e mais ainda, que quebrasse alguns falsos
paradigmas que nunca existiram, mas que algum desinformado fez questão
de publicar, mas se quer explicar.
Como toda mulher eu também admiro corpos perfeitos
e tenho como meta transformar o meu corpo. Devido a isso adquiri
hábitos de me informar sobre técnicas no treinamento, dietas, pude
conhecer várias pessoas bacanas que entendem muito do assunto e também
posso contar com as dicas do meu namorado que entende muito do assunto e
que sempre me ajuda esclarecendo algumas perguntas bestas, mas quem
melhor que ele para me responder? Alias o tema deste texto foi em grande parte esclarecido por ele e também com a ajuda de vários atletas e preparadores físicos.
Acredito
que boa parte das mulheres que se preocupam em manter o corpo se
inspiram nas musas Juju Salimeni, Sabrina Sato, Eva Andressa, Gracyane
Barbosa e várias outras, o que não falta na mídia atual são exemplos de
mulheres lindas, com corpos de parar o trânsito, algumas mais sequinhas,
outras mais saradas, mas todas servindo diariamente de estímulo para
milhares de mulheres.
Beleza, todas lindas, corpos perfeitos, mas a pergunta é: “Como adquirir um corpo tão perfeito?”, ou para quem não tem paciência a pergunta seria, “Como adquirir um corpo tão perfeito em um curto espaço de tempo?”.
Vamos combinar que seguir dieta é algo muito difícil para quem nunca foi regrado na vida e mais difícil
ainda é seguir uma dieta com um objetivo específico, seja ele secar,
definir, crescer, requer tempo para preparar, determinação para não
furar e muita paciência, porque não sei se sou a única, mas cortar
refrigerantes, chocolates e várias outras comidas deliciosas me deixa
muito mal humorada!
Acredito que devido a isso tudo que citei
acima algumas pessoas busquem por meios mais rápidos e eficazes na hora
de iniciar um treinamento intenso e ver resultados rápidos. Eis que
surgem os ciclos para as corajosas! O porquê do corajosas?
É
simples, ou melhor, a explicação é simples, porque o ciclo é bem
complexo e requer sim coragem, afinal você estará colocando substâncias
desconhecidas dentro do seu corpo e terá que arcar com todas as mudanças
que seu corpo apresentará e outra coisa, não pode pensar que só porque
está ciclando poderá comer tudo que ver pela frente e achar que não irá
engordar. Isso não existe! Se for ciclar atenção redobrada com
alimentação, treinos e também suplementação.
Há algum tempo atrás
em conversa com um amigo educador físico eu questionei ele sobre um
ciclo para resultados rápidos, mas minha maior curiosidade era sobre os
efeitos colaterais da combinação dos esteróides Stanozolol e
Oxandrolona, de acordo com meu amigo “ciclo show”, associa com uma dieta
bacana para secar, treino pesado e resultados em 3 meses! Que mara isso
hein? Tudo que uma mulher sempre desejou, apenas 3 meses e pronto,
vamos arrasar no verão? NEGATIVO!
Ele me deu uma aula muito
bacana sobre isso, mas eu como sou curiosa ao extremo esperei pelo meu
salvador da pátria e lá fui eu recorrer ao namorado de novo. Claro que
para meu amigo não poderia fazer perguntas idiotas, então guardei as
dúvidas para o namoradão, que me falou tudo sobre os efeitos colaterais
da combinação, que não são poucas.
Primeiro ele me alertou para o
fato de que um ciclo é muito pouco para resultados, claro que se você
se dedicar muito você até nota sim uma diferença, mas não pense que vai
trincar abdômen, pernas torneadas e já pode parar. Para isso você
precisa de pelo menos 3 bons ciclos, ou seja, muitas mudanças no seu
corpo em todos os sentidos.
Com certeza alguém questionou quando
leu isso: “3 CICLOS?” Sim, 3 bons ciclos para que o resultado comece a
ser o que deseja e claro que isso também significa um investimento, pois
as substâncias não são baratas, então apelar para ciclos de esteróides é
para quem realmente é determinado, quer resultados e não vá se
preocupar com o quanto vai gastar!
Como funciona o ciclo?
Primeiramente
como disse acima antes de iniciar qualquer ciclo você deve analisar
todas as consequências, prós e contras e também sua determinação, pois
os resultados não serão milagrosos caso não haja esforço da sua parte.
Ambas
as substâncias podem ser encontradas em comprimidos, mas alguns
profissionais recomendam que use a combinação Oxandrolona em
comprimidos, uma vez que ela não é encontrada injetável e o Stanozolol
que também é encontrado em comprimidos, mas que seja injetável, diminuindo um possível problema no fígado.
Diversas
são as marcas para ambos e na própria internet você consegue adquirir,
mais um alerta, a quantidade de substâncias falsas na internet é bem
grande, então os cuidados devem ser redobrados, tendo em mente que você
estará colocando algo desconhecido em ser corpo!
Uma dúvida
frequente pelas mulheres é a mg a ser consumida da Oxandrolona, caso
você consiga uma receita e mande manipular irão te questionar se você
deseja de 10 ou 20 mg, o recomendado por alguns profissionais é que a
mulher use 40mg por dia, tudo irá depender do profissional que estará te
auxiliando neste processo.
No caso do Stanozolol injetável você
poderá encontrar produtos de 20 ou 30 ml, lembrando que neste caso
trata-se de um produto injetável, então se não tem conhecimento não
tente fazer este procedimento sem auxílio para não fazer do seu sonho um
pesadelo!
O indicado é que use 1 ml alternando os dias –
segunda, quarta e sexta ou terça, quinta e sábado e assim sucessivamente
–, em média um ciclo irá durar de 6 a 7 semanas e será necessário um
intervalo para iniciar o próximo que será relativo, algumas pessoas
optam por intervalos curtos e outras esperam até 6 meses para o próximo,
independente do tempo deve-se manter a dieta e os treinos diários.
Uma dica é inserir em sua suplementação um multivitamínico, assim aproveitará melhor os esteroides.
Mas e os efeitos colaterais?
Eu
sempre tenho em mente o que um amigo me disse uma vez e sempre dou este
exemplo quando alguma amiga me pergunta sobre ciclos: “Carol, você não vai dormir e acordar igual à mulher conga!”, uau que motivante não? Ou seria aliviante? É, eu recebi esta resposta com um certo alívio.
São
vários os efeitos colaterais, porém alguns não representam perigo
eminente, como o aparecimento de espinhas, modificação na libido e em
algumas pessoas dores de cabeça e sonolência. Mas é necessário que fique
alerta aos efeitos nocivos, como a mudança na voz, aumento de pelos na
face e no corpo, queda de cabelo, inchaço, alterações no ciclo menstrual
e aumento do tamanho do clitóris. Apesar de incomum, poderão ocorrer
problemas no fígado, então deve notar sinais como urina escura, fadiga,
dores abdominais, vômitos e náuseas.
É
necessário lembrar de que este texto não tem como objetivo incentivar o
consumo de quaisquer substâncias e sim de informar. Aproveito para
afirmar que o uso indevido de esteróides anabolizantes podem sim levar a
óbito e que o uso deve ser acompanhado por profissionais
Por Carolina Machite
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Amaranto: Conheça este Poderoso Grão
O amaranto é conhecido em vários países há
muito tempo, porém, aqui no Brasil não faz muito tempo que começamos a
escutar falar sobre esse grão altamente nutricional! As pesquisas
realizadas com o amaranto começaram por volta de 1996 e a partir daí
começou o seu cultivo no Brasil.
O grão é rico em proteína, possui aproximadamente 15% de proteínas com alto teor biológico (aquelas com todos os aminoácidos essenciais que o corpo não produz e por isso temos que ingerir). É fonte de cálcio biodisponível (isto é, que tem melhor absorção no organismo), o que não acontece com outros tipos de vegetais.
Além de ser fonte de fibras, zinco, fósforo e outros nutrientes. O alto teor de fibras presentes contribui para o bom funcionamento do intestino, além do controle de glicose, colesterol e de dar mais saciedade, o que ajuda no controle de peso.
Não contém glúten, sendo uma excelente opção para os celíacos (pessoas com intolerância ao glúten) ou pessoas com alergia ao glúten. Também é boa opção para vegetarianos, por ser rico em proteína.
Por ser nutritiva e rica em proteínas é excelente escolha para que pratica atividade física! Quase não tem gosto, o que é muito bom, pois a farinha pode ser usada em várias misturas sem comprometer o sabor das preparações.
Atualmente encontra-se para vender em lojas de produtos naturais e em alguns mercados. É comercializado em flocos naturais, semelhante aos flocos da aveia, pode ser consumido com frutas e iogurtes, como ingrediente para preparação de pães, bolos, doces, sopas, vitaminas ou até mesmo no seu shake pré ou pós treino.
Exemplos de receitas com amaranto:
- Shake Nutritivo com Whey e Amaranto
- Hambúrguer Caseiro de Patinho
- Delícia de Iogurte com Frutas Vermelhas e Amaranto
Por Dra. Shalimar Diniz
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Açúcar no Shake Pós-Treino
Hoje em dia, uma grande parte da população está obesa, e a principal razão é o alto consumo de açúcar, que é facilmente encontrado em fastfoods, refrigerantes, doces, etc.
A razão para que o açúcar cause acúmulo de gordura decorre do fato de ser um carboidrato simples.
Isto
quer dizer que ele é digerido facilmente e causa um rápido aumento nos
níveis de açúcar no sangue. Após a ingestão desta substância, o nível de
açúcar na corrente sanguínea aumenta rapidamente e o nosso corpo não
gosta disto. A resposta do organismo para isto é liberar o hormônio insulina, que bombeia açúcar diretamente para o seu músculo e estoca o excesso como gordura.
Existem diferentes tipos de açúcar:
- MONOSSACARÍDIO: Exemplos: Frutose, Glucose, Dextrose, Ribose e Galactose
- DISSACARÍDEO: Exemplos: Lactose, Sucrose, Maltose e Trihalose.
- POLISSACARÍDEO: Exemplos: Amido, Celulose e Glicogênio
O excesso de açúcar causa:
- Resistência a insulina
- Função imprópria do sistema endócrino
- Função imprópria do sistema imunológico
- Diabetes
- Hiperatividade, seguido de tontura e falta de energia.
- Contribui para doenças no coração
- Obesidade
- Problemas nos dentes
- Deficiências em vitaminas e minerais
Benefícios do Açúcar para Fisiculturistas e Aspirantes
Depois
de um treino pesado, o seu corpo começa a destruir tecido muscular e
gorduras para transformar em energia. Devido ao desgaste do treino, o
seu corpo usou todas as reservas de energia. Como você acaba de ler, a
ingestão de açúcar força o corpo a bombeá-lo para dentro do músculo e
somente o excesso vira gordura, como o seu corpo precisa
desesperadamente de qualquer tipo de energia, utilizando açúcar no
pós-treino fará com que você interrompa quase que imediatamente a quebra
de tecido muscular, preservando massa muscular e colocando o corpo em
um estado anabólico e não catabólico. Com pouquíssimas chances de
acumular gordura. Somente neste momento é altamente produtivo causar
este pico de insulina.
Ingerir uma mistura de açúcar de alto
índice glicêmico com proteína tem mostrado ser ainda mais eficiente em
causar um pico de insulina. Todos nós sabemos da
importância da ingestão da proteína, mas agora você sabe que o açúcar
também é, em seu shake pós-treino coloque sempre a mesma quantidade
açúcar que proteína, ou mais!
Mas não exagere. Não comece a comer chocolate e pirulitos no pós-treino. Procure as formas mais saudáveis de açúcar como: dextrose, maltodextrina, açúcar mascavo. Estas, além de serem práticas, podem ser facilmente misturadas com pó proteico.
Lembrando
que o que faz mal é o excesso, fazendo uso de açúcar no pós-treino
dificilmente vai causar algum problema de saúde, como você viu é
justamente o contrário.
Por Valdemir P. Bodybuilder
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
O Uso da Cafeína como Recurso Ergogênico
Alguns estudos sugerem, como o de Wollner Materko e Edil Luis Santos (periódico Motricidade de 2011 vol.7 p. 29), que a cafeína a cafeína exerce um efeito ergogênico sobre a força muscular submáxima ao longo de uma sessão de treino de força.
Na teoria têm-se tentado explicar o efeito ergogênico da cafeína durante o exercício físico anaeróbio, relacionando-o ao efeito dessa substância em alguma porção do sistema nervoso central (SNC) e a propagação dos sinais neurais entre o cérebro e a junção neuromuscular e também ao efeito da cafeína sobre o músculo esquelético, facilitando a estimulação-contração do músculo esquelético. Alguns estudos têm indicado aumento da força muscular e maior resistência à instalação do processo de fadiga muscular após a ingestão de cafeína. Acredita-se que possa ocorrer um aumento de ação e liberação de noradrenalina e adrenalina.
Algumas pesquisas têm mostrado os efeitos metabólicos da cafeína, verificando que a substância não só faz aumentar o gasto de energia, como também eleva a termogênese celular, a mobilização de ácidos graxos e a oxidação lipídica. O efeito da cafeína nos lipídeos e metabolismo energético demonstrou ser, na maioria das vezes, mediado pelo sistema nervoso central. Ou seja, a cafeína desde que administrada na dose correta, poderá promover uma melhor eficiência no metabolismo energético e muscular durante a prática esportiva, aumentando a lipólise (quebra de gordura, poupando glicogênio muscular e retardando a fadiga), contribuindo para melhorar a performance.
Os efeitos da cafeína podem variar de pessoa para pessoa. Seu efeito tem sido demonstrado com doses entre 100 – 420mg, ou seja, duas xícaras de café já seriam suficientes para obter algum efeito. Em 150 ml (1 xícara) tem 103mg de cafeína, a de expresso tem 120mg e uma de chá verde tem 30mg. Muitos preferem a suplementação por cápsulas, que facilita a ingestão da quantidade necessária.
É muito importante ressaltar que o uso de cafeína mal administrado poderá causar dependência e sintomas como dores de cabeça, irritabilidade e cansaço, que poderão ser desencadeados pela interrupção do uso da cafeína. Algumas pessoas são sensíveis à cafeína e podem não se sentir bem. Não é indicado seu uso à noite, já que causa agitação e pode prejudicar o sono, que é tão importante em qualquer atividade física.
Portanto, procure um nutricionista para avaliar se é realmente indicado para você e a dose certa de acordo com o seu biotipo e objetivo. Convém lembrar, também, que a cafeína pode agravar certos problemas como gastrites, úlceras, anemia. Em indivíduos com determinadas patologias, como hipertensão, o uso é contra indicado.
Por Dra. Shalimar Diniz
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
OxyELITE Pro no Brasil
Em consulta ao site Bodybuilding.com, verificamos que hoje o termogênico mais vendido por lá é o Hidroxycut Hardcore Elite, na pífia vigésima quinta posição entre os suplementos alimentares mais vendidos. Isso demonstra que o tempo áureo dos suplementos alimentares termogênicos parace ter sucumbido à suplementação alimentar pré-treino.
Apesar disso, o OxyELITE Pro merece muita atenção. Quem leu a matéria sobre o massacre feito pela mídia ao OxyELITE pode perceber que este suplemento ainda goza de muito prestígio no Brasil. É um nome fortíssimo no campo dos estimulantes e termogênicos. Mesmo aqueles que não praticam musculação estavam se valendo do suplemento alimentar para dar energia para as atividades diárias, principalmente concurseiros.
Avaliamos a versão do OxyELITE Pro que passou a ser legamente vendida no Brasil há pouco tempo. Trata-se do mesmo produto fabricado pela USPlabs e importado pela WW Sports. Como normalmente costuma acontecer nestes casos, logo de cara já notamos a “maravilhosa” fórmula apresentada aos brasileiros: cafeína!
Isso mesmo, no rótulo afirma-se que o OxyELITE Pro contém cafeína apenas. Aliás, o rótulo mescla informações em português e informações em inglês, seria uma espécie de “bipolaridade promocional”? Mais uma vez temos que nos questionar: será que o produto contém apenas cafeína como substância termogênica?
Ninguém duvida que a cafeína é um excelente termogênico, como você pode constatar na matéria A Influência da Cafeína no Treinamento - Mecanismos Propostos para a Ação Ergogênica. No entanto, espera-se mais do que cafeína no OxyELITE Pro.
No site Corpo Perfeito, é possível comprar por R$ 39,90 o suplemento de Cafeína da Stem, enquanto que o OxyELITE Pro é vendido por R$ 179,00. Só pelo valor já se pode exigir e esperar mais do OxyELITE, pelo menos mais do que só cafeína, não concorda?
Visitamos o site do fabricante, a USPlabs, para verificar qual é a fórmula do produto lá divulgada. Infelizmente, no site do fabricante não há qualquer informação sobre o suplemento. Há apenas uma nota onde se afirma que em breve serão disponibilizados os dados sobre o produto.
Fomos, então, ao site Bodybuilding.com, na página do OxyELITE Pro. Lá consta que a fórmula deste suplemento alimentar tem dois elementos básicos:
- uma fórmula proprietária [Bauhinia Purpurea L. (Leaf And Pod) Extract, Aegeline, Norcoclaurine HCl, Hemerocallis Fulva (Flower) Heat Concentrated Extract, Yohimbe (Pausinystalia Johimbe) (Bark) Extract (AlphaShred™)];
- cafeína.
Bauhinia Purpurea L. (Leaf And Pod) Extract
A Bauhinia Purpurea L. (Leaf And Pod) Extracté uma planta florífera que tem aplicações medicinais. Funciona na regulação hormonal da tireóide, como analgésico e como anti-inflamatório. Encontramos pouca informação sobre os efeitos das substâncias presentes na planta, mas é sabido que a alteração hormonal na tireóide pode provocar violenta alteração metabólica no organismo (ocasionando aumento ou redução de peso corporal - saiba mais em Hipertireoidismo e Hipotireoidismo.
Portanto, essa substância, presente no OxyELITE Pro, pode provocar a redução de peso corporal ao influenciar o fucionamento da tireóide e aumentar a resistência no treinamento ao funcionar como analgésico.
Aegeline
A Aegeline é uma substância extraída da Aegeline marmelos, que é uma árvore cujos frutos têm propriedades medicinais. Existem alguns estudos que relacionam esta substância à lipólise (queima de gordura para obtenção de gordura corporal), como relatado na matéria New "Anabolic:" Aegeline.
Norcoclaurine HCl
Está substância também está presente no Jack3d Micro da USPlabs. Ao analisar o Jack3d, dissemos que a Norcoclaurine HCI ou Higenamine pode ser a substância estimulante que pode tornar o Jack3d Micro o novo queridinho das academias e também, quem sabe, bani-lo do mercado novamente. Há pouca informação de qualidade sobre essa substância.
Parece que além de ser vaso-relaxante (vasodilatação), também causa broncodilatação. E essa dilatação dos brônquios é que pode resultar numa incrível sensação de força e energia pelo musculador.
Como o uso dessa substância é novo (foi iniciado com o suplemento alimentar Alpha-T2 da PES), é certo que ainda ouviremos muito sobre ela, para o bem, ou para o mal. O fato é que ela diferencia o Jack3d Micro dos demais suplementos pré-treino do mercado.
E se a norcoclaurine HCl diferencia o Jack3d Micro dos demais pré-treino do mercado de suplementos alimentares, por outro lado, aproxima-o do novo OxyELITE Pro, que é fabricado pela mesma marca.
Hemerocallis Fulva (Flower) Heat Concentrated Extract
Encontramos poucas referências sobre o extrato concentrado da flor da Hemerocallis Fulva. O que há de interessante é um estudo científico que trata do efeito lipolítico (queima de gordura) das folhas da Hemerocallis Fulva, como constamos em Lipid peroxidation inhibitory compounds from daylily (Hemerocallis fulva) leaves.
Yohimbe (Pausinystalia Johimbe) (Bark) Extract (AlphaShred™)
O yohimbe é uma velho conhecido daqueles que praticam musculação há mais de dez ano. Era um suplemento alimentar de grande apelo comercial, que prometia aumento da produção natural de testosterona. Com o passar dos anos e desenvolvimento de novos suplementos alimentares, o yohimbe perdeu a sua glória e não mais se encontram com facilidade nas prateleiras das lojas de suplementos.
Existe um estudo científico que relaciona o yohimbe como substância capaz de promover perda de gordura corporal em atletas. Mais detalhes em Yohimbine: The Effects on Body Composition and Exercise Performance in Soccer Players.
A Fórmula do OxyELITE Pro Vendido no Brasil Contém Cafeína Apenas?
Pela formulação norte-americana do OxyELITE Pro, verifica-se que o suplemento termongênico contém uma série de substâncias que estão, de algum modo, vinculadas à queima de gordura corporal.
A grande questão que novamente somos obrigados a colocar é: será que a USPlabs preparou uma fórmula do OxyELITE Pro exclusiva para o Brasil somente com cafeína e outra para o resto do mundo? Será que a marca iria colocar em risco o nome OxyELITE Pro em um suplemento que nada tem de especial em comparação com concorrentes tão mais baratos ou com um copo de café?
Por outro lado, será que a marca também se arriscaria a rotular o produto apenas com cafeína para ultrapassar os rígidos controles sanitários da ANVISA e vender a mesma fórmula do mercado norte-americano?
São questionamentos cujas respostas somente podem ser dadas por um exame de laboratorial, por análise de composição do OxyELITE Pro vendido no Brasil. A sensação de euforia e alerta causada pelo uso do produto pode ser facilmente atribuída à cafeína, não se podendo creditar tais efeitos às demais substâncias, ao menos por essa análise subjetiva.
Por Redação FISIculturismo
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Treino para Lutadores de MMA
Um lutador de MMA de alto nível necessita
de uma grande resistência para lutar 5 rounds de 5 minutos e ainda ter
energia para nocautear ou finalizar o adversário.
Esse poder e força para suportar ataques letais, aplicar chaves e
estrangulamentos, dependem muito do condicionamento do lutador.
Não é por acaso que praticamente todos os lutadores de MMA de sucesso são pessoas com musculatura forte, densa e definida.
Mas qual é o tipo de treino para lutadores do UFC?
Os tipos de exercícios que eu uso para atletas de MMA ou Jiu-Jitsu não
necessita de muito trabalho aeróbio, porque há pouco trabalho aeróbico
realizado em uma luta.
Nós fazemos a base do treinamento acessório com musculação para os
atletas ganharem hipertrofia, potência e velocidade, ao mesmo tempo que
derretem a massa adiposa por aumento do metabolismo basal.
Somente quando o VO2 é muito baixo, fazemos um trabalho aeróbio. Isso
porque a capacidade aeróbia não se perde facilmente e os picos
anaeróbios na luta e na musculação criam uma curva de condicionamento
aeróbio, possibilitando assim, o atleta reduzir bastante o treino de
corrida e outros do gênero.
Após a fase de adaptação, seguido pela fase de hipertrofia (treino
base), o treino específico deve ser montado com menor volume, sobrecarga
dosada e se tornar o mais funcional possível, simulando movimentos da
arte praticada.
A maioria das séries que fazemos são multiarticulares, principalmente os
de membros inferiores pois na luta, os atletas agacham muito para dar
quedas, levantar e golpear, esses atletas não podem se dar ao luxo de
ter pernas esgotadas durante a luta.
Nessa fase, utilizamos treinos de alta intensidade em circuitos sem descanso(um exercício após o outro sem descanso):
CIRCUITO DE SOBRECARGA PARA LUTADORES 1º CIRCUITO
SET
OBS REPS AGACHAMENTO
1
FALHA TOTAL
20-1 LEG PRESS
1
FT
20-1 EXTENSORA
1
FT
20-1 FLEXORA
1
FT
20-1 SUPINO DUMBELL(SOCO)
1
FT
20-1 REMADA BAIXA
1
FT
20-1 SUPINO BARRA
1
FT
20-1 REMADA CURVADA
1
FT
20-1 ELEVAÇÃO LATERAL
1
FT
20-1 ROSCA DIRETA CABO
1
FT
20-1 TRICEP CORDA PULLEY
1
FT
20-1 ABDOMINAL PUNCH
1
FT
20-1 2º CIRCUITO
SET
OBS
REPS AVANÇO
1
FT
20-1 LEG PRESS 90º
1
FT
20-1 EXTENSORA
1
FT
20-1 FLEXORA SENTADO
1
FT
20-1 SUPINO INCLINADO
1
FT
20-1 PUXADOR FECHADO
1
FT
20-1 PEC DEC
1
FT
20-1 DESENVOLV MÁQUINA
1
FT
20-1 TRICEPS PULLEY
1
FT
20-1 ROSCA DIRETA
1
FT
20-1
Pliometria (Push-up): Explodir nos movimentos de flexão de cotovelo para
que as mãos fiquem fora do solo (braços estendidos) no final de cada
repetição. Iniciantes deverão começar com as mãos em cima de uma caixa
alta (variação mais fácil do que as mãos no chão).
Agachamento Guiado
3 x 15
Chute Lateral
p/ cada perna
Supino Horizontal
3 x 15
socos (variados)
1''
TRI - SET ABAIXO
Barra Fixa (F)
3 x 15
Meio Arranque
3 x 15
Abdômen
3 x 15
Potência
3 X 8 a 12 REP
INT: 30'' a 40'' 1 - Supino(soco) na Polia c/ giro (executar o movimento
em pé) 2 - LEG Inclinado (deslocar a plataforma dos pés) 3 - Remada
Unilateral 4 - Encolhimento de ombro 5 - Arranque com elástico ou cabo 6
- Avanço c/ anilha no peito (+- 20 passadas ida e volta)
Por Ricardo Fonseca
sábado, 13 de julho de 2013
Lipodrol: Conheça os Efeitos do Termogênico Mais Potente e Moderno do Mercado
Indiscutivelmente, o mercado nacional de
suplementos alimentares tem evoluído mais nesses três últimos anos do
que nos últimos vinte. O número de pesquisas e o próprio interesse das
áreas médica e nutricional triplicaram, pois está mais do que evidente
na literatura os benefícios da suplementação e cronosuplementação na
saúde, qualidade de vida e longevidade das pessoas.
Negar esta realidade seria como tapar os olhos e ignorar os incontáveis
benefícios fartamente documentados por incontáveis estudos científicos
que podem ser conseguidos com a correta suplementação. Basta aos
envolvidos e responsáveis pelas prescrições nutricionais, saberem
identificar quais suplementos são ou serão necessários ao determinado
indivíduo para que assim possa-se obter sucesso no programa objetivado.
Pensando nisso e com compromisso em pesquisas de aprimoramento
tecnológico, chega um dos termogênicos mais inteligentes do mercado
nacional. Com uma formulação exclusiva a base de óleo de sésamo e um blend a base de metil xantinas, o LIPODROL chega para revolucionar o mercado dos termogênicos neuroestimulantes e queimadores de gordura
corporal através de uma potente lipólise (quebra da gordura como fonte
de energia) e benefícios antioxidantes que irão preservar o tecido magro
(músculo) otimizando assim os resultados almejados.
O suplemento se baseia em duas fases inteligentes para liberação de energia que são:
Fase 01: combinado do óleo de Sésamo para
conduzir ação rápida e maior oxidação do tecido adiposo promovendo de
forma visual a redução nas circunferências da cintura e diminuição do
peso corporal em gorduras e eliminação de água subcutânea;
Fase 02: blends de cafeína que aceleram o metabolismo de maneira gradual através da ação de micro grânulos.
Essa formulação tende a ter uma liberação rápida e uma mais lenta,
garantindo a queima da gordura corporal e acelerando o metabolismo.
Temos inclusive benefícios extras na saúde e qualidade de vida pouco
mencionados, principalmente quando se fala do óleo de sésamo.
Na fase 1:
O óleo de Sésamo tem demonstrado ser um excelente antibacteriano para
agentes patogênicos comuns da pele como Staphylococcus e Streptococcus,
assim como o conhecido pé de atleta. É naturalmente antiviral e um
agente anti-inflamatório.
Este óleo é eficaz no desbloqueio de artérias e na Holanda, tem sido
usado por médicos em experiências que visam a melhora em doenças
crônicas como diabetes, hepatite e enxaquecas.
Estudos recentes demonstram que o óleo de semente de gergelim, (o óleo
de sésamo) é um potente antioxidante inibidor de radicais livres
poupando nossa massa muscular (dentre diversos outros fatores
bioquímicos envolvidos), sendo inclusive indicado para tratamentos de
colesterol, pois, tem-se documentado que as moléculas do óleo de
gergelim mantém estáveis e melhorados os níveis do bom colesterol (HDL) e
efeitos de diminuição dos níveis do mau colesterol (LDL).
No intestino delgado e no colón temos visto que algumas células se
alimentam de gordura. O óleo de gergelim pode fornecer a essas células
seu alimento essencial.
Em um estudo realizado pela Universidade Internacional Maharishi em
Fairfiled, foi documentado que alunos da faculdade que usaram o óleo de
gergelim lavando a boca tiveram redução de 85% das bactérias que causam a
gengivite.
O Óleo de semente de gergelim também ajuda a manter as articulações a
sua flexibilidade. Mantém a pele macia e suave. Ele auxilia na cura e
protege áreas de leves arranhões, cortes e abrasões.
Portanto, pudemos observar que na fase um, seus efeitos estão muito além
de benefícios estéticos, e estão diretamente relacionados com a saúde e
qualidade de vida.
Na fase 2:
Para compreendermos o efeito da suplementação de cafeína no organismo em
sua totalidade é necessário saber como ocorre seu efeito bioquímico no
organismo. Vamos falar a real. A cafeína é rapidamente absorvida no
trato gastrointestinal e se move através das membranas celulares com a
mesma eficácia que é absorvida nos tecidos.
Esta metilxantina (cafeína) é absorvida pelo fígado através de uma ação
enzimática que resulta em três metabólitos que são a paraxantina,
teofilina e teobromina. Sua ação na corrente sanguínea pode levar de 15 a
45 minutos dependendo de cada organismo e seus efeitos podem ser vistos
de 2 a 6 horas após seu consumo via oral com decréscimo de 50 a 75%
após o tempo de biodisponibilidade relatado. Portanto nossa fase 2 está
diretamente relacionada a ação bioquímica lenta do produto no organismo.
A cafeína por ter solubilidade através de ação lipídica, passando
facilmente pela barreira sangue – cérebro, garantindo seus efeitos
neuroestimulantes.
Verificamos que a cafeína é mais potente em seus efeitos esportivos
quando disponibilizada no modo anidro (LIPODROL vem disponível nesta
versao), em comparação a cafeína convencional.
A posologia da cafeína indicada na maioria dos estudos esportivos é de
3-6mg por kg de peso corporal e tem se mostrado extremamente efetiva na
queima de gordura e ganho de energia neuroestimulante quando ingerida
nesta dosagem. O LIPODROL vem na posologia de 286mg por dose o que se
encaixa perfeitamente a indicação da maioria dos artigos.
Importante lembrar que a dose específica depende do grau de resistência
de cada pessoa. Existem pessoas mais resistentes “cafeinadas” e outras
mais sensíveis, estamos falando de seres HUMANOS, e somos tão diferentes
quanto nossas digitais, portanto nao existe regra. Recomendamos seu uso
na dose mínima, em seguida verificação de feedback individual e na
sequência, repetição de uso na dose diária ou não.
QUEBRANDO MITOS
As pessoas tendem a usar o termogênico em horários de pré-treino. Nós
não concordamos com essa premissa quando o objetivo é queima de gordura
corporal, pois o treinamento já é um momento de natural termogênese e o
uso do recurso irá causar um efeito tampão no momento de natural efeito
lipolítico. Recomendo o seu uso longe do período de treino e longe do
horário de dormir (6 horas antes). Por exemplo, se o indivíduo treina
cedo que tome o termogênico a tarde, se ele treina a tarde que tome
cedo, para que assim mantenha seu metabolismo acelerado durante todo o
dia.
Quando o objetivo está direcionado ao ganho de energia e melhora de
performance esportiva através de neuroestimulantes, tem recomendado seu
uso pré-treino.
Bem, agora que entendemos perfeitamente seu mecanismo de funcionamento,
podemos fazer uso desse excelente e inovador recurso criado pela INTEGRALMEDICA, time a qual faço parte e tenho orgulho de ser um membro da equipe técnica.
Espero ter contribuído de maneira efetiva no conhecimento de todos os
companheiros e admiradores de nosso trabalho. DEUS os abençoe e que
grandes treinos venham.
Por Rafael Bracca dos Santos
terça-feira, 2 de julho de 2013
Kickboxing
O Kickboxing é uma arte marcial americana
que consiste em chutes e socos, protegidos por equipamentos de proteção
individual, tais como luvas, botas, caneleiras, coquilhas e protetores
bucais. O kickboxing teve sua origem na Tailândia (Muay Thai), há dois
seculos aproximadamente, a partir dai, desenvolveu-se nos Estados Unidos
no final da década de 60, uma variação que proibia chutar abaixo da
linha da cintura, podia bater-se sem grandes restrições, daí surgiu o
Full Contact, que era uma luta com contatos muitos contundentes.
Quem criou o Kickboxing, foi uma geração de praticantes de Karatê, que
se decepcionaram com as regras deste, que na época, proibia o contato
excessivo.
Esses atletas resolveram promover competições abertas, com Knock out permitido e incentivado.
Num sentido amplo, há várias artes marciais nomeadas como kickboxing,
incluindo o adithada(boxe indiano), leghwei(boxe birmanês), assim como o
savate(boxe francês). Num sentido restrito, o termo kickboxing é
associado ao Kickboxing Japonês ao Kicboxing americano e estilos ou
regras spin-off.
O kickboxing é muitas vezes confundido com o Muay Thai (boxe tailandês),
pela proximidade que são as duas lutas, modificando apenas as regras,
vestimentas certos golpes que são permitidos no Muay Thai e não são no
kickboxing o uso do cotovelo e do joelho (cotoveladas e joelhadas) não
são permitidos em Kickboxing, já em outra modalidade de kickboxing que é
o K1, os golpes de joelho são permitidos.
Ambos são semelhantes mas com extremas diferenças, não apenas nas
regras, mas também na prática. Contudo, o foco do lutador durante a luta
é diferente. Nas regras do muay thai, tem as cotoveladas a mais. Já as
joelhadas são permitidos tanto no muay thai como na modalidade K-1 do
Kickboxing.
Dentre as várias variações de Kickboxing apresentadas, deve-se procurar
uma onde a Academia, o professor ou os atletas são íntegros, que saibam
representar bem o esporte, sem denegrir tal arte marcial, tão bem
conceituada.
Em uma competição de Kickboxing, os lutadores devem posicionar-se de pé,
com separação mínima entre os pés de dois palmos, e entre os
competidores de dois metros. A competição deverá ter dois a três rounds,
com duração de dois minutos, dependendo do número de competidores,
devendo-se observar que, durante uma seletiva, os combates deverão
obedecer a regra dois por dois, ou seja, dois rounds de dois minutos de
combate intercalados por um minuto de descanso, e durante as
semi-finais, a regra três por três, sendo estas regras acordadas
anteriormente por reunião técnica ou cursos e congressos.
No Kickboxing, bem como qualquer outra arte marcial, deve-se procurar
academias filiadas e professores aptos e diplomados, pois toda academia
precisa ter uma entidade superiora que a supervisione, que preste
suporte para que sempre possa melhorar seu trabalho tanto na área
prática, como na teórica, pois não basta o atleta saber apenas socar e
chutar, tem que saber também a teoria, ou seja, os fundamentos, a
história, seus criadores, etc.
Por José Roberto Dias Resende
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Vitamina C: Fundamental para as Pessoas e Atletas
VITAMINA C : FUNDAMENTAL PARA AS PESSOAS E ATLETAS
Dentre
seus efeitos normais como: combater gripes e resfriados, a vitamina C
tem um efeito anti-catabólico de fundamental importância no controle do
hormônio cortisol no organismo, diminuindo o mesmo sem atrapalhar a
produção de testosterona, auxiliando na formação da mesma, melhorando a
recuperação e o crescimento das células musculares.
Um estudo
publicado no Journal of Strenght and Conditioning Research” mostra que a
ingestão de 1g de vitamina C por dia pode reduzir a secreção de
cortisol, permitindo um crescimento muscular maior, quando comparado a
pessoas que tem uma dieta deficiente da mesma. A vitamina C funciona
também como um antioxidante (protegendo as células musculares contra os
radicais livres) e na formação de colágeno (diminui as chances de lesão
muscular).
A vitamina C também auxilia na absorção do ferro. Uma
deficiência do mesmo, a quantidade de oxigênio que fica ligado à
hemoglobina no sangue diminui e reduz a performance muscular. Vitamina C
e Ferro também são benéficos para pessoas que sofrem de anemia, pois um
auxilia na retenção do outro.
VITAMINA C E CORTISOL
O
hormônio cortisol é liberado, quando uma pessoa entra em estado de
stresse ou por elevados esforços físicos (treinos pesados). O cortisol
diminue a produção de testosterona natural do corpo quando elevado? Ou
liberado?? sua produção.
O cortisol tem um efeito catabólico e
diminuindo também as defesas do organismo (sistema imunológico). As
testosteronas sintéticas são bastante usadas devido a diminuir a
produção do cortisol e ter um efeito anabólico. A vitamina C entra como
um elemento anti-catabólico (diminuindo o cortisol), sem atrapalhar a
produção de testosterona...
ABSORÇÃO DA VITAMINA C
A
vitamina C, não é armazenada pelo organismo, por ser hidrossolúvel
(solúvel em água). Por isso sua ingestão tem que ser diária,
proporcionais as necessidades de cada indivíduo, variando por diversos
fatores. O organismo só absorve 20% da vitamina C consumida, é
importante aliar sua ingestão á de alimentos que absorvem melhor a
mesma, ex: aveia.
A aveia é um dos alimentos que mais retém a
vitamina C, cerca de 80%. Outro exemplo são os complexos bioflavonóide,
que em conjunto com a vitamina C, auxiliam na sua absorção.
DOSAGEM RECOMENDADA
Doses
mais frequentes irão fornecer uma quantidade contínua de vitamina C,
altas dosagens podem causar diarreia e irritar o sistema digestivo.
Dividir as doses ajuda a evitar esses problemas.
O corpo processa
a vitamina C de forma muito rápida, sendo recomendada tomar duas doses
de 500mg ao longo do dia. Para quem treina de forma mais intensa pode
ser administrada dosagens de até 3g por dia.
Obs: Alguns remédios
podem reduzir o nível de vitamina C no corpo, como: anticoncepcionais,
esteroides, álcool, analgésicos e antidepressivos. Com isso terá que
aumentar a dose de vitamina C.
domingo, 9 de junho de 2013
Drogas nos Esportes: Dos Anabolizantes ao Doping Genético
Desde os tempos mais remotos, o homem busca formas de aprimorar suas
capacidades a fim de superar seus limites. O uso de substâncias tidas
como capazes de aumentar as aptidões físicas não é algo recente. Sua
utilização pela humanidade remonta das civilizações mais antigas, quando
se acreditava que as propriedades de algumas ervas ou alimentos tinham o
poder de aumentar a força, resistência e agilidade dos guerreiros.
Na China, há mais de 2000 anos A.C., já eram conhecidos os efeitos de
uma erva denominada Ma-huang, que tinha como característica o aumento da
resistência. Também datam desta época a Ephedra e a Mandrágora. A cola
já era usada na África como estimulante e o ópio era muito consumido na
Grécia e Ásia da antiguidade. No século XVI, ao colonizarem a América
do Sul, os espanhóis observaram o curioso hábito de mascar folhas de
coca como um recurso dos nativos para aumentar a capacidade e vigor
físicos. Neste ínterim, utilizava-se na Europa bebidas contendo cafeína.
A morfina foi isolada no início do século XIX e passou a ser utilizada
em cavalos na Inglaterra.
A utilização de recursos como meio de aumentar as habilidades físicas e
psíquicas teve uma estreita relação com as guerras e conflitos entre os
povos. Para produzir guerreiros capazes de defender seus interesses,
cada nação lançava mão do uso de substâncias “milagrosas”. A própria
morfina foi utilizada como anestésico durante a guerra civil americana,
ainda no século XIX. A invenção da agulha hipodérmica facilitou e
popularizou seu uso nos fronts de combate. No século seguinte, os
soldados recebiam em seu kits de sobrevivência anfetaminas que os
mantinham acordados e em estado de alerta. Mais tarde estas substâncias
seriam largamente utilizadas nos esportes, evidenciadas pelo consumo
excessivo e ocorrência de óbitos entre alguns atletas, o que deu origem à
preocupação quanto ao uso de compostos desta natureza nas competições
esportivas.
Os anabolizantes esteróides androgênicos datam de 1935, quando se
conseguiu sintetizar testosterona a partir de colesterol em laboratório.
A partir dai, a recém-descoberta testosterona sintética foi utilizada
em situações terapêuticas na quais havia dificuldade de síntese e
retenção protéica. Antes deste feito, a testosterona era obtida através
de testículos de animais. Alguns anos após, durante a 2ª guerra mundial,
alemães administraram testosterona em seus soldados, cientes dos
poderosos benefícios ergogênicos deste composto. O uso destas
substâncias se estendeu para o esporte e colocou os atletas do bloco
oriental em superior vantagem em relação ao resto do mundo.
A partir da constatação do uso abusivo de substâncias otimizadoras da
performance, se fez necessária uma vigilância quanto à utilização destes
produtos, não tão somente pela busca da igualdade de condições entre os
atletas, mas também pelo número crescente de casos de óbito entre os
usuários destes recursos. Nos anos 60, durante os jogos olímpicos no
México, o COI – Comitê Olímpico Internacional – divulgava para o mundo o
conceito de doping e sua proibição no esporte. Desde então, tem sido
travada uma batalha por parte dos comitês para estabelecer, regulamentar
e dispor acerca das proibições quanto ao uso de drogas no esporte.
Embora haja uma larga fiscalização por parte das autoridades
responsáveis, sempre houve relatos de tentativas de burlar as proibições
impostas pelo COI. Muitos atletas, em conjunto com médicos e
bioquímicos, conseguiram mascarar o uso e passar ilesos nos testes
anti-doping. Estas manobras tem levado o COI a sempre revisar e
atualizar não só a lista de substâncias proibidas, bem como o rigor na
confecção dos testes. Alguns atletas são chamados aleatoriamente para
realizar testes mesmo fora do período de competição (out of competition)
para que o uso não se restrinja somente à fase dos jogos.
Através da busca incessante por representantes cada vez mais fortes,
velozes e ágeis, surgiu uma inevitável tendência por parte de cada nação
em fabricar campeões. A guerra entre muitos países conheceu uma
relativa trégua nos campos de combate e foi transferida para os
ginásios, arenas e pistas. Especialmente em tempos de expansão nazista,
Hitler e sua Alemanha ariana se recusaram a aceitar a vitória de
afro-americano Jesse Owens sobre os atletas alemães. Na primeira edição
dos Jogos Olímpicos transmitida ao vivo, o mundo assistiu atônito à
retirada de Hitler para não ter que premiar um atleta de raça
“inferior”.
Hoje, o esporte assumiu vultosa influência no comportamento das pessoas
levando a hipervalorização corporal e sobretudo à necessidade de
superação de limites. A indústria do esporte movimenta cifras
bilionárias ao redor do mundo e cresce a cada dia. Os atletas são
considerados heróis nacionais e exemplo a ser seguido. Os EUA investem
altas quantias para manter a invencibilidade e hegemonia dos seus
atletas de tal sorte que as medalhas olímpicas parecem representar a
força de cada nação, medida pela capacidade física de seus esportistas.
Toda essa valorização exacerbada, porém, se desvanece quando um desses
representantes é flagrado usando métodos proibidos. Não está em questão
se o atleta realmente faz uso ou não: o que realmente está em jogo é a
comprovação dessa utilização. Até aquele momento, o “super-homem” é o
exemplo máximo de conduta moral, até chegar o fatídico momento do teste
positivo. Para muitos atletas significa o fim da uma carreira, da
aceitação e carisma perante o público, sobretudo é também a confirmação
cruel de que ele era simplesmente humano; que seus poderes eram fruto
exclusivo de alguma fórmula mágica.
Apesar das restrições, a procura pelo Graal do rendimento esportivo
continua a ser buscada incessantemente. Novas descobertas, novos
recursos são criados à passos largos. Atualmente, a pesquisa cientifica
avança em relação à manipulação genética como um meio promissor de
alterar determinadas características fenotípicas (e até genotípicas!).
Embora muitas dessas pesquisas não tenham como objetivo a melhora da
performance e sim a terapêutica em patologias especificas, a história se
repete. O doping genético, como ficou conhecido, é a mais recente
evolução dos antigos métodos de otimização do desempenho atlético.
Todas as funções metabólicas de nosso organismo são mediadas por
atividade gênica. Muitos genes são responsáveis por características que
favorecem ou limitam a capacidade do individuo. Genes que codificam
bloqueadores de miostatina, síntese de GH, IGF-1, endorfinas,
eritropoietina, leptina etc. são os mais estudados para este fim. Esta
manipulação gênica também é interessante não tão somente do ponto de
vista do aumento do desempenho, mas também da recuperação de lesões e
traumas comuns à prática esportiva. Muitas vezes incidentes como esses
acarretam o fim da carreira de grandes atletas.
A prática da terapia gênica se dá pela ativação ou inativação de
determinado gene de células-alvo específicas. A introdução do material
genético é feita através da ação de vetores virais (que tem a capacidade
de se agregar à estrutura do DNA, modificando sua expressão gênica),
lipossomas ou macro moléculas conjugadas ao DNA. Ainda se desconhece que
tipo de efeitos decorrentes desta manipulação possam acontecer, por se
tratar de uma técnica relativamente recente. A maior preocupação reside
no uso de vetores virais para introdução do material genético,
justamente por sua capacidade mutagênica. Abaixo, alguns exemplos de
terapia gênica considerados como doping genético.
BLOQUEADORES DE MIOSTATINA
O interesse por parte da comunidade científica nesta área de estudo
surgiu da observação de uma peculiaridade de uma raça bovina em
particular, o Belgian Blue.
Estes animais tinham como característica uma massa muscular exagerada,
praticamente o dobro de outras raças, sem uso de nenhuma ração especial
ou administração de esteróides anabólicos, cujo uso é comum em rebanhos
bovinos.
Os cientistas descobriram que estes animais apresentavam uma mutação em
certos genes que codificam proteínas reguladoras do crescimento
muscular, sendo uma delas conhecida como miostatina.
Através de terapia gênica em laboratório, foi feita alteração nos genes
responsáveis pela produção de miostatina em ratos e foi observado efeito
semelhante ao ocorrido no Belgian Blue.
Os inibidores de miostatina imediatamente foram associados à alterações
capazes de aumentar o desempenho atlético, por iinduzir crescimento
muscular. Algumas empresas de suplementação até se aproveitaram da idéia
e lançaram supostos produtos com esta capacidade de inibição da
miostatina, porém sem muito sucesso.
Todavia, mesmo conseguindo excelentes efeitos nos experimentos
realizados com ratos, os estudos não são conclusivos uma vez que os
roedores eram transgênicos, ou seja, suas características foram
alteradas ainda em fase embrionária. A manipulação foi responsável tanto
por hipertrofia como por hiperplasia, mas durante o crescimento a
hiperplasia é comum tanto em ratos quanto humanos. Resta saber se em
indivíduos em idade adulta, estes dois fenômenos ocorreriam. Também há a
possibilidade, segundo os pesquisadores, de alterações em outros tipos
de tecido muscular, como o cardíaco e o liso, o que poderia trazer
problemas em relação à atividade de órgãos compostos por estes tipos de
músculo, como o coração e trato entérico, respectivamente. Os estudos
prosseguem enquanto crescem as expectativas quanto às possibilidades do
emprego de inibidores da miostatina tanto no campo terapêutico, quanto
no rendimento esportivo.
GH e IGF-1
Em relação ao GH – hormônio do crescimento humano, já se sabe há muito
de sua utilização no esporte como recurso ergogênico, inclusive este
figura como método proibido na classe de peptídeos e análogos da lista
do COI. Entretanto, a terapia gênica do GH produziria de maneira
endógena a super-expressão da síntese deste hormônio, que tem como
grande mediador dos efeitos relacionados ao crescimento, as
somatomedinas insulino-miméticas, ou IGFs, particularmente o IGF-1
(insulin-like growth factor 1), também utilizado como poderoso recurso
ergogênico em modalidade que necessitam de força e tamanho musculares.
Atualmente, ambos figuram na lista de substâncias proibidas, contudo,
sua detecção não é tão fácil como as demais substâncias. Outros
peptídeos como os MGFs (mecano growth factors), VEGFs (vascular
endhotelial growth factors), PDGFs (plateled derivated growth factors),
FGFs (fibroblast growth factors) e HGFs (hepatocyte growth factors)
estão na última edição da lista.
Segundo muitos especialistas no assunto, o doping genético será uma
realidade nas competições esportivas dentro de pouquíssimo tempo. Neste
exato momento, há pessoas trabalhando no estudo destes recursos voltados
à performance esportiva, isto é um fato. Obviamente, toda uma discussão
acerca de ética quanto à utilização destes métodos deve ser fomentada à
medida que se avançam os estudos. Como mencionou Pierre Levy em seu
livro “O que é o Virtual”: a humanidade vivenciará reconstruções que as
possibilitarão virtualizar o corpo, alterando o metabolismo pelas
drogas, regulando as emoções e controlando a reprodução. Ao que tudo
indica, esta é uma evolução que está apenas começando.
BONS TREINOS E ATÉ A PRÓXIMA!!!
Por Madilson Medeiros
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Decaonato de Nandrolona - Deca Durabolin
Nota importante:
Ola amigos,
A intenção desta coluna não é estimular ninguém a utilizar qualquer tipo de substância ilícita, muito pelo contrário, o objetivo é demonstrar os vários efeitos colaterais que elas trazem com seu uso. Tentamos também na coluna associar as informações cientificas disponíveis na literatura com as informações praticas de atletas e/ou praticantes de musculação do mundo underground das academias.
DECAONATO DE NANDROLONA
A pratica de exercícios físicos, em especial a musculação, vêm sendo amplamente realizada por pessoas que
Porém, a musculação também é utilizada por atletas e pessoas que buscam um melhor rendimento físico ou estético, sendo muitas vezes a uso de drogas para maximizar seus resultados.
Nesse sentido uma das drogas mais utilizadas por freqüentadores de academias é a Nandrolona (Barquilha, 2009).
A nandrolona (também conhecida como deca-durabolin) é um andrógeno sintético, tendo ação anabolizante prolongada de até três semanas (Kutscher et al., 2002), podendo estimular o crescimento e a resistência celular.
Sua estrutura é parecida com a testosterona, porém não possui o carbono da posição 19, daí o nome 19Nor-testosterona, essa pequena mudança é faz com que ela não seja convertida em DHT (dihidrotestosterona) pela enzima 5-alfa-reductase (5AR) como normalmente acontece com a testosterona, conferindo então menores efeitos androgênios se comparado a testosterona.
Essa droga é utilizada na regeneração de diversos tecidos, como o sangüíneo, córneo e outros. Ela é classificada como um andrógeno não aromatizavel decorrente da baixa conversão a estrógeno, minimizando efeitos femininos em grandes doses desse hormônio (Kuhn, 2002; Cunha et al., 2006), e nas mulheres essa droga apresenta menor virilização quando comparada a testosterona, porém ainda assim pode causar tal efeito.
A via de administração da nandrolona é intramuscular ou oral. Ele é encontrado na urina como 19-nortestosterona e seus metabólitos; 19 norandrosterona e 19-noretiocholanolona, que podem ser detectados por um longo período de tempo na urina, sendo geralmente a norandrosterona presente em maior concentração (Guimarães e Alves).
Um dos principais benefícios com a prática de exercícios físicos é a cardioproteção, sendo que o uso da nandrolona parece anular esse efeito positivo decorrente do exercício, o que corrobora com o fato de serem encontradas lesões freqüentemente nos corações de indivíduos que fazem uso de altas doses de anabolizante (Chaves et al, 2007).
Além disso, outros possíveis efeitos colaterais podem ser encontrados com o uso, como acnes, calvície, libido, possível ruptura de tendão decorrente do aumento exorbitante de massa muscular, aumento do colesterol LDL, infarto agudo do miocárdio, morte súbita por hipertrofia ventricular esquerda.
Quando utilizados na puberdade, causam o fechamento das epífises ósseas, acarretando déficit final do crescimento em conseqüência do amadurecimento ósseo precoce, atrofia do tecido testicular, infertilidade, impotência, dificuldade ou dor para urinar e hipertrofia prostática, tumores hepáticos e de próstata.
Na mulher, pode ocorrer a masculinização, evidenciada pelo engrossamento de voz e crescimento de pêlos no corpo no padrão de distribuição masculino; irregularidade menstrual e aumento do clitóris. (Fineschi et al., 2001). Fatores psicológicos também são alterados, como irritabilidade.
A sua utilização fica geralmente entre 200 à 800mg por semana em homens, sendo que sua meia vida é geralmente de 6 dias.
Geralmente essa droga á associada com alguma testosterona de ação média ou longa, como por exemplo a oximetolona (fabricado com o nome comercial de Hemogenin) e a metandrostenolona (conhecida como Dianabol).
Sua dosagem então vai variar do período da forma como estiver usando e sua pré-disposição a ter ou não demasiada retenção hídrica com a mesma.
A Deca-Durabolin é produzida no Brasil pela empresa farmacêutica Organon, em ampolas de um mililitro com a concentração de 25 ou 50 miligramas/ampola.
REFERÊNCIAS
LARSSON, C.E. et al. Terapêutica tópica e sistêmica: pele, ouvido e olho. In: ANDRADE, S.F. Manual de terapêutica veterinária. 2.ed. São Paulo : Roca, 2002. p.116-178.
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Atenção:
Anabolizantes esteróides são medicamentos e somente podem ser adquiridos em farmácias sob prescrição médica.
Por Gustavo Barquilha Joel
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